Governo e oposição venezuelana continuam diálogo em Santo Domingo

Santo Domingo, 30 jan (EFE).- O governo e a oposição da Venezuela iniciaram nesta terça-feira em Santo Domingo uma nova jornada de diálogo depois que ambas partes decidiram ontem estender para hoje as conversas para buscar soluções à crise no país.

O governo venezuelano e uma dividida oposição retomaram ontem as conversas após a polêmica antecipação das eleições presidenciais nas quais o governante Nicolás Maduro tentará a reeleição.

Em sua chegada à reunião, o ministro de Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse que espera que hoje saia "algo bom" das conversas, enquanto a delegação da oposição liderada pelo deputado Julio Borges não fez declarações.

Rodríguez, que lidera a delegação do governo venezuelano, afirmou ainda à imprensa que ambos lados se encontram "nos detalhes" do eventual acordo.

Consultado sobre a possibilidade de mudar a data das eleições, Rodríguez declarou que "estamos trabalhando com todos os temas e em todos os temas aproximamos posições".

Após mais de seis horas de reunião ontem a portas fechadas e após um recesso de três horas, ambas partes pretendiam retornar ontem à noite à mesa de diálogo, mas finalmente decidiram que a reunião, que foi considerada definitiva tanto pelo governo como pela oposição, continuasse nesta terça-feira porque necessitavam mais tempo.

A oposição voltou ao diálogo sem o apoio do Vontade Popular (VP), partido do dirigente preso Leopoldo López, que optou por abandonar as conversas após a antecipação das eleições para antes de maio e o processo obrigatório de validação de legendas que também foi decretado pela Assembleia Constituinte, de maioria governista.

A realização das eleições presidenciais é um dos temas principais do diálogo, que começou no início de dezembro do ano passado.

A oposição anunciou no sábado passado que exigirá nesta reunião "garantias eleitorais que permitam eleições justas", e ressaltou que esta nova rodada de conversas "representa uma oportunidade definitiva para que o governo revise suas recentes decisões".

Os outros aspectos centrais para a oposição neste diálogo são a abertura de um canal humanitário que permita o envio de remédios e alimentos, a libertação das pessoas que considera "presos políticos" e a restituição dos poderes constitucionais do parlamento.

Por sua parte, o oficialismo exige a suspensão das sanções económicas que pesam sobre alguns dos seus funcionários e o reconhecimento da Assembleia Constituinte, um órgão plenipotenciário integrado apenas por oficialistas e não reconhecido por numerosos governos.

Na reunião de hoje participam o governante dominicano, Danilo Medina, e o ex-presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero; além de representantes do governo do Chile a pedido da oposição, e da Bolívia, Nicarágua e São Vicente e Granadinas, convidados pelo Executivo de Nicolás Maduro.

O diálogo para buscar uma saída à grave crise política e econômica do país contava também com o acompanhamento do México, que na semana passada se retirou após a convocação unilateral de eleições presidenciais por parte do oficialismo venezuelano.

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