Puigdemont segue na Bélgica, mas evita comparecer em evento público

Lovaina (Bélgica), 30 jan (EFE).- O ex-presidente regional da Catalunha Carles Puigdemont evitou nesta terça-feira comparecer a eventos públicos e, apesar de convidado, deixou de ir a um ato organizado por um partido separatista belga, mesmo tendo permanecido em Bruxelas, capital do país.

A organização do evento do partido N-VA avisou a imprensa 45 minutos antes do início do ato que tinha recebido uma mensagem de Puigdemont para pedir desculpas pela ausência e informar que seria representado pelo ex-secretário catalão de Saúde Toni Comín.

Um vídeo de Puigdemont foi mostrado no evento, mas o líder catalão não falava sobre eventos recentes. Apenas agradecia aos separatistas flamengos da Bélgica pela "solidariedade".

"São dias complicados para nós. O governo espanhol está colocando muitos obstáculos para que se cumpra a vontade do povo catalão. A luta que travamos na Catalunha é pela democracia", afirmou.

"Os problemas na Europa precisam de soluções democráticas e não jurídicas", continuou o ex-presidente catalão.

Puigdemont também gravou uma mensagem, divulgada pelas redes sociais, lamentando que o presidente do parlamento regional da Catalunha, Roger Torrent, tivesse adiado o debate de posse que seria realizado hoje.

O ex-presidente regional pediu aos separatistas para não "perder a unidade" e destacou que isso é o desejo dos que "nos querem na prisão ou no exílio por anos", uma referência ao governo da Espanha.

Para Puigdemont, para enfrentar a aplicação do artigo 155 da Constituição do país que a Espanha manterá caso não seja formado um novo governo na Catalunha, a maioria independentista no parlamento regional deve dar uma "resposta unitária e coordenada".

Puigdemont permanece foragido na Bélgica. Há três meses, ele fugiu da Catalunha após liderar o processo de declaração unilateral de independência da região.

O ex-presidente catalão é acusado pela Justiça da Espanha pelos pelos crimes de rebelião e insurreição. Se condenado, Puigdemont pode passar até 25 anos na prisão.

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