Putin afirma que "lista do Kremlin" prejudica relações com EUA

Moscou, 30 jan (EFE).- O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira que a chamada "lista do Kremlin", elaborada por Washington e que inclui quase uma centena de pessoas próximas a ele, prejudica as relações entre Rússia e Estados Unidos, e as deixa em ponto morto.

"É uma autêntica tolice levar nossas relações a zero. Esperávamos esta lista, não vou esconder, e estávamos decididos a dar passos em resposta, bastante sérios, que levariam nossas relações ao ponto zero. Mas, por enquanto, vamos abster-nos de dar este passo", disse Putin, em uma reunião com ativistas da sua campanha eleitoral.

Além disso, Putin ironizou e disse sentir-se triste pelo fato de que ele não foi incluído na lista, na qual estão seus principais colaboradores.

Ao mesmo tempo, o governante russo advertiu que a Rússia seguirá de perto a evolução da situação, em alusão às medidas que Washington poderia tomar contra as 210 pessoas no total - entre altos funcionários e empresários - incluídas no documento.

"Seguiremos muito de perto como se desenvolve a situação na prática, (...) porque todo mundo deve entender que não podemos ir cedendo sem parar", salientou.

O chefe do Kremlin qualificou a publicação da lista de "ato inamistoso que entorpece e prejudica relações russo-americanas que já se encontram em uma situação complicada".

"Por trás de cada uma das pessoas e instituições (incluídas na lista) há gente comum do nosso país, coletivos de trabalho, setores inteiros de produção. Definitivamente, todos nós, os 146 milhões (de habitantes da Rússia) fomos incluídos em não sei que lista", comentou.

Por outro lado, reforçou que a "lista do Kremlin", da mesma forma que outras medidas e sanções dirigidas contra a Rússia, são na realidade "ataques contra o presidente" dos EUA, Donald Trump, no olho do furacão pela investigação da suposta ingerência russa nas eleições americanas de 2016.

"Os que fazem estas coisas se dedicam fundamentalmente à política interna, atacando o presidente eleito", disse Putin.

A lista de 114 altos funcionários inclui todos os ministros do governo russo, entre eles o primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, e o de Relações Exteriores, Serguei Lavrov, bem como todos os membros da Administração do Kremlin, além de várias dezenas de assessores, gerentes de empresas estatais e chefes da inteligência russa.

Entre os 96 oligarcas, os quais o Departamento do Tesouro lista por acumular fortunas superiores a US$ 1 bilhão, aparecem o magnata petroleiro Roman Abramovich, dono do Chelsea; Oleg Deripaska e Mikhail Projorov.

A lista, elaborada pelo Departamento do Tesouro, não acarreta sanções económicas nem diplomáticas para seus integrantes, mas aumenta a pressão de Washington sobre Moscou pela suposta ingerência nas eleições presidenciais de 2016.

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