Putin diz que foram criadas condições para "virar a página trágica" na Síria

Sochi (Rússia), 30 jan (EFE).- O presidente russo, Vladimir Putin, considerou que foram criadas as condições na Síria para "virar a página trágica" do conflito, em sua mensagem durante a abertura nesta terça-feira do Congresso do Diálogo Nacional Sírio na cidade de Sochi (Mar Negro).

"Pode-se considerar que hoje foram criadas as condições para virar a página trágica na história da Síria", apontou Putin em sua mensagem, lida pelo ministro russo de Relações Exteriores, Serguey Lavrov.

Putin apontou que chegou o momento de abrir um diálogo "realmente efetivo" entre todos os sírios a fim de obter um recuperação pacífica sob os auspícios da ONU e sobre a base da resolução 2254 sobre uma transição política no país árabe.

O russo afirmou que o fórum pede a "união do povo sírio após quase sete anos de conflito armado que tirou a vida de centenas de milhares de pessoas e forçou vários milhões a abandonar sua pátria".

"Surge uma boa oportunidade de tornar realidade os desejos dos sírios de pôr fim à guerra entre irmãos, acabar definitivamente com o terrorismo e retornar a uma vida normal", sublinhou.

Putin apontou que a Rússia tratou que este fórum, com a participação do Governo e parte da oposição síria, seja o mais representativo possível porque "só o povo da Síria tem direito a determinar o futuro do país".

O encontro foi boicotado pela principal coalizão política opositora síria, a Comissão Suprema para as Negociações (CSN), e pelos curdos, que acusam Moscou de dar a autorização à operação turca no noroeste da Síria.

Um grupo de opositores viajou nesta manhã desde Ancara para participar do fórum, motivo pelo qual este começou com mais de duas horas de atraso.

Mas no último momento, os opositores decidiram não sair do aeroporto, supostamente em protesto porque no fórum unicamente aparece a bandeira oficial da Síria e não a da oposição.

O principal objetivo do encontro é criar uma comissão constitucional, que será liderada pelo enviado da ONU, Staffan de Mistura, e cujo objetivo será redigir a nova Carta Magna do país árabe.

Apesar das ausências, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, respaldou a iniciativa russa, que qualificou de "importante contribuição" para reativar o processo de paz de Genebra.

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