Equipe do governo colombiano que negocia com o ELN não viajará a Quito

Bogotá, 31 jan (EFE).- A equipe negociadora do governo colombiano com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) ficará em Bogotá e não viajará a Quito para retomar as negociações de paz por decisão do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais.

"De acordo com a decisão do presidente Juan Manuel Santos sobre a mesa diálogos com o ELN, a Equipe de Paz do Governo permanece em Bogotá", afirmou o chefe da delegação oficial, o ex-vice-presidente Gustavo Bell, citado em uma mensagem divulgada na conta do Twitter da equipe negociadora.

O ELN afirmou ontem que esperava que o governo se apresentasse hoje para o reinício das conversações de paz, que acontecem na capital equatoriana, a fim de "pactuar um novo e melhor cessar-fogo bilateral".

Santos anunciou nesta segunda-feira a suspensão do diálogo de paz com o ELN por causa dos atentados cometidos por esse grupo no fim de semana contra uma delegacia no norte do país, que deixaram sete policiais mortos e 47 feridos.

"Tomei a decisão de suspender a instalação do quinto ciclo de negociações que estava previsto para os próximos dias até que haja coerência por parte do ELN entre suas palavras e suas ações", disse Santos na última segunda-feira.

A guerrilha perpetrou três ataques com explosivos em Barranquilha, com cinco policiais mortos e 41 feridos; na vizinha Soledad, houve cinco feridos; e em Buenavista, que faz parte do município de Santa Rosa, no departamento de Bolívar, dois policiais morreram e dois ficaram feridos.

Os atentados aconteceram após Bell e dirigentes do ELN se reunirem na semana passada em Quito para tentar reativar as negociações de paz, destinadas a conseguir um novo fim das hostilidades.

O cessar-fogo bilateral vigorou de 1º de outubro de 2017 até o dia 9 de janeiro deste ano.

O governo colombiano e o ELN mantêm diálogos no Equador desde fevereiro do ano passado, apoiados por Brasil, Cuba, Chile, Noruega e Venezuela como países fiadores.

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