Governo e oposição da Venezuela chegam a sede de diálogo em Santo Domingo

Santo Domingo, 31 jan (EFE).- Representantes do governo e da oposição da Venezuela chegaram nesta quarta-feira à sede da Chancelaria da República Dominicana, em Santo Domingo, para se reunir pelo terceiro dia consecutivo na busca de um acordo dê fim à crescente crise política.

As partes, que não fizeram declarações ao chegar à Chancelaria, palco das conversações, esperam conseguir hoje mesmo um acordo, segundo declarou ao término da reunião de ontem o chefe negociador do governo, Jorge Rodríguez.

O governo venezuelano e uma dividida oposição retomaram na última segunda-feira na capital dominicana as conversações após a polêmica antecipação das eleições presidenciais nas quais Nicolás Maduro tentará se manter no poder.

O diálogo é auspiciado pelo presidente dominicano, Danilo Medina, que por razões de agenda se somará mais tarde a esta nova rodada de negociações, e pelo ex-presidente do Governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, que retornou ontem à Espanha.

As conversações contam com o acompanhamento de representantes do Governo do Chile a pedido da oposição, e de Bolívia, Nicarágua e São Vicente e Granadinas, convidados pelo Executivo de Nicolás Maduro.

Em declarações ontem à noite a jornalistas na sede da Chancelaria dominicana, Jorge Rodríguez, ministro do Governo da Venezuela, disse estar "quase certo, em 98%, que haverá acordo" com a oposição hoje em Santo Domingo.

"Só restam dois dos seis pontos de discussão para nos colocarmos de acordo", acrescentou o representante do governo.

A delegação da oposição, liderada pelo deputado Julio Borges, não fez nenhuma declaração à imprensa durante esta nova rodada, que começou na última segunda-feira.

No entanto, os opositores anunciaram no sábado que exigirão "garantias eleitorais que permitam eleições justas" e apontaram que estas conversações representam "uma oportunidade definitiva para que o governo reveja suas recentes decisões".

Os outros aspectos centrais para a oposição neste diálogo são a abertura de um canal humanitário que permita o envio de medicamentos e alimentos, a liberdade dos "presos políticos" e a restituição dos poderes constitucionais que foram retirados do Parlamento.

Por outro lado, o governo venezuelano exige a retirada das sanções econômicas que pesam sobre alguns dos seus funcionários e o reconhecimento da Assembleia Constituinte, um órgão plenipotenciário integrado somente por aliados de Maduro e não reconhecido por vários países.

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