Província indonésia obriga comissárias de bordo muçulmanas a usar véu

Jacarta, 31 jan (EFE).- As autoridades de Aceh ordenaram que as comissárias de bordo muçulmanas usem véu quando aterrissarem nesta província da Indonésia, a única do país asiático regida pela sharia, a interpretação mais radical da lei islâmica, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais.

Mawardy Ali, chefe de polícia do município de Aceh Besar, onde se encontra o aeroporto, enviou uma circular em meados deste mês a várias companhias aéreas e organismos provinciais na qual instava as empresas a cumprir a lei islâmica.

"As comissárias devem usar o hiyab (véu que cobre a cabeça e o peito) e a roupa muçulmana de acordo com as normas da sharia", indicou o chefe de polícia na carta à qual a Agência Efe teve acesso.

Ali especificou em entrevista por telefone à Efe que a norma "só se aplica às comissárias muçulmanas" e que as demais podem decidir como se vestem.

Aceh, situada no extremo norte da ilha de Sumatra, começou a ser regida pela lei radical islâmica em 2002 como concessão do governo central para que abandonasse suas aspirações independentistas.

Ainda que a obrigação de usar o véu muçulmano se aplique a todas as mulheres de Aceh, independentemente da sua religião, na prática a aplicação da lei em mulheres não muçulmanas é frouxa e não se implementa na totalidade dos casos.

A vigência da lei islâmica em Aceh faz com que nesta província sejam considerados como delitos as relações sexuais homossexuais, o adultério, as apostas e o consumo de álcool.

A Indonésia é o país com a maior população muçulmana do mundo, com 88% de seus mais de 260 milhões de habitantes, que em sua maioria praticam uma forma moderada do islã.

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