Publicação de relatório sobre investigação do caso Rússia preocupa FBI

Washington, 31 jan (EFE).- O FBI afirmou nesta quinta-feira que está "seriamente preocupado" com a possibilidade de publicação de um relatório elaborado pelo Partido Republicano que detalha supostos abusos de vigilância cometidos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nas investigações do chamado "caso Rússia".

Essa é a primeira vez que a polícia federal americana se pronuncia sobre o relatório, que deve ser tornado público pelo presidente do país, Donald Trump, apesar da oposição do Departamento de Justiça e do próprio FBI.

Em comunicado, o FBI disse ter tido uma "oportunidade limitada" para revisar o relatório, produzido por assessores do congressista republicano Devin Nunes. Os agentes tiveram acesso ao memorando um dia antes de o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes dos EUA ter aprovado a publicação.

Agora, a Casa Branca tem cinco dias para decidir se segue adiante ou se veta a divulgação do memorando.

"Sobre o relatório do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, o FBI teve uma oportunidade limitada de revisar esse relatório", explicou a agência em uma breve nota divulgada hoje.

O FBI destacou que existem "sérias preocupações" com algumas "omissões" de fatos no relatório, o que poderia comprometer a "exatidão" das informações contidas no documento.

Segundo a imprensa local, o relatório alega que o ex-espião britânico que escreveu um famoso dossiê cheio de detalhes sórdidos sobre Trump, Christopher Steele, forneceu informações equivocadas ao FBI.

Com base nas informações de Steele, o FBI decidiu ampliar a vigilância sobre Carter Page, que então era assessor de política externa na campanha eleitoral de Trump. A suspeita era que ele atuava como agente russo.

O secretário-adjunto do Departamento de Justiça, Rod Rosenstein, responsável por fiscalizar o trabalho do procurador especial Robert Mueller no "caso Rússia", assinou um pedido judicial para que Page fosse espionado.

A solicitação aumentou a frustração de Trump com Rosenstein. Os democratas temem que Trump utilize o relatório para se livrar do secretário-adjunto e, mais para frente, do próprio Mueller.

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