Ex-presidente georgiano Saakashvili diz que não pedirá asilo na Polônia

Varsóvia, 13 fev (EFE).- O líder opositor ucraniano e ex-presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, que foi deportado ontem para Varsóvia desde a Ucrânia, garantiu nesta terça-feira que não pedirá asilo político na Polônia.

Saakashvili ofereceu hoje uma entrevista coletiva em Varsóvia na qual confirmou que não solicitará asilo na Polônia e expressou seu desejo de retornar em breve à Ucrânia.

"Quero ser julgado na Ucrânia, onde Petro Poroshenko tem medo de mim porque não sou uma pessoa subornável e nunca me dei bem com os oligarcas", afirmou.

"Por enquanto estou sob a proteção da polícia polonesa e nos próximos dias decidirei o que fazer", explicou o ex-presidente georgiano, que assegurou que nem a Geórgia e nem a Ucrânia têm "sérias acusações" contra sua pessoa.

"Qualquer tentativa de me privar da cidadania ucraniana está condenada ao fracasso, já que eu era e sou um político ucraniano, do mesmo modo que sou georgiano", acrescentou Saakashvili.

O político de origem georgiana foi deportado ontem à Polônia em um voo com destino a Varsóvia.

Saakashvili deixou seu país após oito anos como presidente (2004-2012) envolvido na polêmica e pouco depois teve retirada sua nacionalidade pelo suposto envolvimento em várias causas judiciais.

Então, Saakashvili se naturalizou ucraniano e, graças à sua sintonia com Poroshenko, chegou a ser governador da região de Odessa, mas a relação com o presidente ucraniano piorou e Saakashvili passou a liderar a oposição.

Poroshenko retirou a cidadania ucraniana de Saakashvili em julho passado.

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