Exército egípcio mata 10 supostos jihadistas e detém outros 400 no Sinai

No Cairo (Egito)

  • 9.fev.2018 - Ministério da Defesa/Reuters

    Exército egípcio tem realizado operação contra suspeitos de terrorismo no país

    Exército egípcio tem realizado operação contra suspeitos de terrorismo no país

As forças armadas do Egito anunciaram, nesta terça-feira (13), a morte de dez supostos terroristas e a detenção de outros 400 suspeitos, alguns deles estrangeiros, no Sinai, no nordeste do país, como parte de uma grande operação de segurança iniciada na sexta-feira passada.

Desde o começo da operação, o exército informou da morte de 38 supostos jihadistas e da detenção de 526, incluindo os de hoje, segundo os comunicados divulgados pelo porta-voz militar, Tameral Refai.

No seu comunicado de hoje, o exército afirmou que eliminou uma célula terrorista muito perigosa composta por dez radicais, que se escondiam em uma casa da cidade de Al Arish, capital da província do Norte do Sinai, após um tiroteio.

Nessa operação, as forças governamentais apreenderam grande quantidade de armamento, da mesma forma que em outras dezenas de batidas que realizaram na região.

Os oficiais não informaram de vítimas civis nem nas fileiras militares na operação, iniciada na sexta-feira passada e que continua em andamento.

A operação acontece a um mês e meio das eleições presidenciais, que acontecerão entre os dias 26 e 28 de março e nas quais o ex-marechal Abdul Fatah al Sisi tenta a reeleição.

O exército egípcio mantém uma guerra aberta no Norte do Sinai contra a filial do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) desde o final de 2014.

O grupo, responsável por vários ataques contra civis nos últimos meses, especialmente contra cristãos coptas, mantém uma intensa atividade entre as cidades de Al Arish, capital do Norte do Sinai, e Rafah, na fronteira com Gaza.

O governo também acusou a filial do EI de ter cometido o atentado de novembro do ano passado contra uma mesquita em Al Rauda, no Sinai, no qual morreram 310 muçulmanos, mas o grupo não reivindicou esse ataque.

Cinco dias depois desse atentado terrorista, Al Sisi deu um prazo de três meses ao chefe do Estado-Maior, Mohammed Farid Hegazi, para que recuperasse a segurança na península do Sinai.

Em novembro, Egito havia atacado célula do EI

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