EUA acusam Rússia de ciberataque global e alertam para "consequências"

Washington, 15 fev (EFE).- Os Estados Unidos acusaram nesta quinta-feira o exército da Rússia de ter lançado em junho de 2017 o "ciberataque mais destrutivo e prejudicial da história", que causou perdas de bilhões de dólares na Europa, na Ásia e nas Américas.

"O ataque, denominado 'Not Petya', se alastrou rapidamente pelo mundo", indicou a Casa Branca nesta quinta-feira em um breve comunicado emitido horas depois que o Reino Unido acusou o Kremlin de estar por trás desta agressão cibernética.

"(Este ataque) foi parte dos esforços do Kremlin para desestabilizar a Ucrânia e demonstra ainda mais claramente o envolvimento da Rússia no conflito em curso. Também foi um ciberataque imprudente e indiscriminado que terá consequências internacionais", acrescentou a presidência americana na nota.

Os EUA não deram mais informações a respeito e o governo britânico tampouco contribuiu com mais detalhes.

A versão americana é que o ataque afetou não só a Ucrânia e o restante da Europa, como indicam os britânicos, mas também a Ásia e as Américas.

O Reino Unido decidiu identificar publicamente a Rússia como responsável do ataque para advertir que não tolerará uma "atividade cibernética maliciosa".

"O governo do Reino Unido considera que o governo russo, especificamente (o setor) militar, foi responsável pelo destrutivo ataque cibernético 'Not Petya' em junho de 2017", afirmou hoje o secretário de Estado de Relações Exteriores britânico, Lorde Ahmad.

"O ataque mostrou a indiferença (da Rússia) pela soberania ucraniana, prejudicou organizações em toda Europa e causou prejuízos de milhões de libras", enfatizou Ahmad.

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