Maduro garante que comparecerá à Cúpula das Américas

Caracas, 15 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, garantiu nesta quinta-feira que estará na próxima Cúpula das Américas, que acontecerá em Lima nos dias 13 e 14 de abril, mesmo que "chova, troveje ou relampeie" para dizer "a verdade" sobre seu país.

"Eles não me querem em Lima, mas vão me ver, pois mesmo que chova, troveje ou relampeie, por ar, terra ou mar chegarei à Cúpula das Américas com a verdade da pátria de Simón Bolívar (...) lá chegará a verdade da Venezuela", afirmou Maduro em uma coletiva de imprensa com veículos internacionais.

O Peru, como país anfitrião, informou na terça-feira que a presença de Maduro na Cúpula "não será bem-vinda", uma decisão apoiada por Estados Unidos e pelo chamado Grupo de Lima, que reúne vários países das Américas, entre eles o Brasil

A decisão teve como base a Declaração de Québec de 2001, "que indica que a ruptura da democracia constitui um obstáculo insuperável para a participação de um Estado na Cúpula das Américas", afirmou então a ministra de Relações Exteriores do Peru, Cayetana Aljovín.

O chefe do Executivo venezuelano, por sua vez, afirmou hoje que recebeu do presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, "várias cartas", a última "ontem às 16h (locais)" o convidando para a Cúpula das Américas.

Maduro mostrou aos veículos de informação presentes a carta, que ele garante que recebeu ontem à tarde e na qual é possível ler que Kuczynski estende seu convite a Maduro para participar da Cúpula das Américas, datada de 11 de novembro de 2017.

Para Maduro, o Grupo de Lima "é um grupo que existe e não existe. Que solta comunicados e que pretende que os mesmos sejam vistos como ordens que nós deveremos cumprir. Quem manda na Venezuela somos nós, não é Kuczynski, nem (o presidente colombiano Juan Manuel) Santos", acrescentou.

"A Venezuela não depende do Grupo de Lima para nada. Graças a deus temos um país total e absolutamente independente", defendeu o presidente.

O Grupo de Lima é integrado por Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Costa Rica, e também contou com a adição nos últimos dias de Estados Unidos, Guiana e Santa Lúcia.

O grupo foi criado em agosto de 2017 diante da impossibilidade de aprovar resoluções sobre a Venezuela na Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo bloqueio de alguns países aliados ao chavismo. EFE

aa/rpr

(foto) (vídeo)

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