Moscou acusa EUA de ingerência nas eleições presidenciais russas

Moscou, 15 fev (EFE).- O anúncio dos Estados Unidos sobre a adoção de novas sanções contra a Rússia pretende influenciar na população russa às vésperas das eleições presidenciais do próximo dia 18 de março, denunciou nesta quinta-feira o vice-ministro de Relações Exteriores russo, Serguey Riabkov.

"Os americanos, tanta a Administração como a Casa Branca, tentam influenciar nos ânimos da sociedade russa e dos empresários russos às vésperas das eleições", disse Riabkov aos jornalistas.

O vice-ministro reagiu assim ao anúncio feito ontem pelo secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, que assegurou que o novo rodízio de sanções econômicas contra a Rússia será adotado em muito pouco tempo.

Riabkov denunciou ainda que a política da Casa Branca no que se refere às sanções contra Moscou contém elementos de ameaça de um "castigo" a empresas de todo o mundo que cooperem com a Rússia.

Por outro lado, insistiu que nenhuma medida contra a Rússia pode fazer-lhe mudar sua política exterior.

"Desde fevereiro-março de 2014 já houve 50 ondas de sanções americanas. Acredito que é uma prova contrastada da inutilidade deste tipo de medidas e da impossibilidade que os EUA logrem os resultados que perseguem por meio do reforço do regime de sanções", salientou o vice-ministro russo.

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