Tsipras pede à Turquia que não questione integridade territorial da Grécia

Atenas, 15 fev (EFE).- O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, pediu nesta quinta-feira à Turquia que respeite o direito internacional marítimo e advertiu que o governo grego não aceitará que sua integridade territorial seja questionada.

Tsipras fez estas declarações durante uma visita à sede da guarda costeira grega, onde agradeceu a coragem mostrada nesta semana pelos agentes que estavam a bordo de uma embarcação que foi atacada por outra da guarda costeira turca perto das ilhotas de Imia, no mar o Egeu.

"Este incidente foi resultado de uma atitude completamente irresponsável por parte da guarda costeira turca que com isso colocaram em perigo vidas humanas", disse Tsipras.

O premiê advertiu que "a Grécia não aceitará nem tolerará que se coloque em dúvida sua integridade nacional e sua soberania", e prometeu que "com calma e determinação defenderá a segurança e a estabilidade que a região precisa".

Tsipras ressaltou que "as fronteiras gregas também são fronteiras da União Europeia (UE)" e a retórica agressiva sobre os direitos soberanos de um Estado membro da UE se dirige contra toda a UE.

As ilhotas Imia (Kardak em turco) pertencem ao arquipélago de Dodecaneso, que em 1947 - após a Segunda Guerra Mundial - foi anexado à Grécia no Tratado de Paris. As ilhotas estão localizadas a apenas 3,8 milhas náuticas da costa turca.

Após o incidente houve uma conversa por telefone entre Tsipras e seu homólogo turco, Binali Yildirim, na qual ambos concordaram em promover reuniões de representantes militares de ambos os países para avaliar os últimos incidentes no mar Egeu e criar medidas de confiança.

Após um período de relativa calma, as relações entre Grécia e Turquia se deterioraram sensivelmente desde que em janeiro do ano passado o Tribunal Supremo grego rejeitou o pedido da justiça turca de extraditar oito militares que fugiram após o golpe fracassado de julho de 2016.

Desde então, os confrontos entre aviões de guerra dos dois países, que inclusive em tempos de calma são habituais, se multiplicaram, e a isso se somaram incidentes entre barcos de guerra e da guarda costeira.

Na última segunda-feira, barcos de guerra turcos impediram uma plataforma de gás de chegar ao seu destino na zona de exploração exclusiva cipriota, onde a companhia italiana Eni tem previsto realizar perfurações.

A Turquia, que desde 1974 ocupa a parte norte da ilha, não reconhece a república cipriota, tampouco sua zona de exploração exclusiva.

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