Canadá impõe sanções contra o general birmanês Maung Maung Soe

Toronto, 16 fev (EFE).- O governo do Canadá impôs nesta sexta-feira sanções contra o chefe militar birmanês, o general Maung Maung Soe, por violações aos direitos humanos cometidos por Mianmar contra a minoria muçulmana rohingya.

As sanções significam que Maung Maung Soe, considerado o responsável pela "limpeza étnica" dos rohingyas, não pode realizar transações econômicas no Canadá, direta ou indiretamente.

Segundo afirmou o governo canadense em comunicado, "este indivíduo é responsável, ou cúmplice, em graves violações de direitos humanos reconhecidos internacionalmente cometidos contra indivíduos em Mianmar".

"Estas sanções são o resultado do grande papel desempenhado por este militar em violações dos direitos humanos contra os rohingyas de Mianmar e da violência e perseguição que obrigou mais de 688 mil rohingyas a fugirem do país", acrescentou o Ministério de Relações Exteriores do Canadá.

A ministra de Relações Exteriores, Chrystia Freeland, afirmou que "o Canadá não permanecerá em silêncio enquanto são cometidos crimes contra a humanidade contra os rohingyas".

"Declaramos a nossa solidariedade com os rohingyas e outras minorias étnicas na sua luta para conseguir o respeito aos seus direitos", afirmou.

Em dezembro do ano passado, os Estados Unidos impuseram sanções contra o mesmo chefe militar birmanês pela "limpeza étnica" cometida contra os rohingyas.

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