Denúncia de estupro contra ministro francês da Fazenda é arquivada

Paris, 16 fev (EFE).- O Ministério Público francês arquivou de novo a denúncia por estupro apresentada contra o ministro francês de Fazenda, Gerald Darmanin, que ainda enfrenta outra acusação de "abuso de situação de fraqueza".

Segundo informaram nesta sexta-feira fontes judiciais, o MP sustentou que durante a investigação preliminar não foi possível estabelecer "a falta de consentimento" da litigante e também que os atos analisados tenham sido realizados "em um lugar forçado".

O suposto crime de estupro aconteceu em 2009 e é pela segunda vez arquivado, pois no ano passado o MP decidiu desprezá-lo quando a litigante não compareceu a uma convocação de Justiça.

A litigante, Olga P., que estava filiada ao partido conservador UMP - hoje denominado Os Republicanos -, sustentou que o agora ministro - que então ocupava um cargo em tal formação - a estuprou após ter aceitado interceder a seu favor perante o Ministério de Justiça para apagar seus antecedentes penais.

A denunciante, apresentada pelos veículos de imprensa franceses como ex-prostituta de luxo, tinha recorrido a Darmanin quando este era conselheiro de Assuntos Jurídicos na UMP, que em 2009 estava no poder na França sob a presidência de Nicolas Sarkozy.

Trata-se da segunda denúncia que uma mulher apresenta contra o ministro, um dos membros do atual Governo francês, junto ao ministro de Economia, Bruno Le Maire.

Darmanin segue sob investigação do Ministério Público por uma demanda apresentada na terça-feira por outra mulher que o acusa de "abuso de situação de fraqueza".

"Ainda restam várias investigações para realizar" neste caso, disseram à Agência Efe fontes judiciais.

A litigante é uma moradora de Tourcoing, cidade do norte do país da qual Darmanin era prefeito antes de entrar no Governo, e esta assegura que o então regedor fez propostas sexuais.

Além de Darmanin, o ministro de Ecologia, Nicolas Hulot, também esteve atualmente envolvido em denúncias, depois que foi revelado que uma neta do ex-presidente François Mitterrand o denunciou em 2008 por uma violação supostamente cometida em 1997.

A denúncia foi arquivada porque o crime tinha prescrito e, segundo Hulot, porque as investigações não determinaram que tenha ocorrido crime.

Ambos ministros receberam o apoio do Governo, que pede respeito à presunção de inocência e que não exige a saída de nenhum dos seus membros enquanto não forem acusados pela Justiça.

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