Escritório da ONU informa que Israel demoliu 32 prédios palestinos em janeiro

Jerusalém, 16 fev (EFE).- No último mês de janeiro Israel derrubou ou confiscou 32 construções palestinas (a mesma quantidade que em 2017) na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, por falta de permissões israelenses para edificar, informou nesta sexta-feira o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

No seu relatório mensal sobre demolições e deslocamentos, o OCHA indicou que, como resultado dessas ações, 37 pessoas foram deslocadas e outras 82 se viram afetadas de algum modo.

A causa principal da demolição ou do confisco de construções palestinas é a falta de permissões israelenses para sua edificação, algo que é improvável que as autoridades israelenses concedam a palestinos.

O relatório do OCHA não distinguiu o número de edifícios derrubados dos confiscados, mas afirmou que o incidente de maiores proporções aconteceu no bairro de Al Isawyia, em Jerusalém Oriental, ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967 e anexada em 1980.

Em tal bairro, a prefeitura do Jerusalém junto com a Autoridade Nacional de Parques de Israel demoliu 12 estruturas relacionadas com atividades comerciais e zoológicos.

O OCHA indicou também que em uma comunidade beduíno-palestina do Vale do Jordão as autoridades israelenses derrubaram seis estruturas financiadas pela União Europeia que substituiriam outras demolidas no ano anterior.

O Escritório da ONU estima que pelo menos 44 colégios na Cisjordânia (36 na área C, que segundo os Acordos de Oslo de 1993-1995 está sob total jurisdição israelense) e oito em Jerusalém Oriental têm ordens de demolição ou de paralisação de atividades pendentes.

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