Partido de López não concorrerá nem apoiará candidatos nas eleições

Caracas, 16 fev (EFE).- O Vontade Popular (VP), partido liderado pelo opositor preso Leopoldo López, informou nesta sexta-feira que "não revalidará a fraude eleitoral" dos pleitos presidenciais de 22 de abril e que por isso "não postularemos nem respaldaremos candidato algum".

"Convocamos todas as organizações políticas democráticas a não participar nem convalidar a fraude de 22 de abril. Quem se inscrever com estas condições estará fazendo um favor à ditadura", afirmou o VP em comunicado.

Para as eleições de abril a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), inabilitada pelo Tribunal Supremo de Justiça para evitar que os cidadãos concorram em "dupla militância" e da qual faz parte o VP, ainda não decidiu como concorrerá e, se o fizer, quem será seu candidato.

"A mudança só será possível se mantermos e aumentarmos a pressão popular: ninguém fará mais pela nossa liberdade que o que nós mesmos estejamos dispostos a fazer", completou o comunicado.

Além disso, o VP uniu-se à ideia apresentada por outros movimentos opositores e pela Igreja Católica para "formar uma frente ampla nacional de luta pela democracia que aglutine todas as organizações e lideranças que queiram uma mudança na Venezuela".

Para o VP, "a maioria dos venezuelanos" busca "sair da ditadura" do presidente Nicolás Maduro, "mas a natureza criminosa, covarde e ditatorial do regime quer fechar todos os mecanismos eleitorais que o povo tem à sua disposição".

Além disso, Maduro "quer que a oposição venezuelana legitime com sua participação essa fraude".

"No VP não estamos dispostos a render-nos, calar-nos, submeter-nos nem convalidar um regime ditatorial moribundo", concluiu o texto.

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