Temer decreta intervenção no setor de segurança pública no Rio de Janeiro

Brasília, 16 fev (EFE).- O presidente Michel Temer assinou nesta sexta-feira um decreto que estabelece intervenção federal na área de segurança pública no estado do Rio de Janeiro, que nos últimos meses foi sacudido por uma crescente onda de violência

"Os senhores sabem que o crime organizado quase que se apropriou do estado do Rio de Janeiro, numa metástase que se expande pelo país e ameaça a tranquilidade do nosso povo", disse Temer após assinar o decreto em ato realizado no Palácio do Planalto, na presença de ministros e outras autoridades.

A decisão de decretar a intervenção federal foi adotada três dias depois do fim do carnaval, onde este ano a imagem da cidade do Rio se viu manchada por vários e graves episódios de violência.

Segundo Temer, o decreto entra em vigor "imediatamente", apesar de precisar ser ratificado pelo Congresso.

De acordo com a Constituição, Câmara e Senado deverão ser convocados para debater o assunto em prazo de dez dias, mas tanto a direção da Câmara de Deputados como do Senado já manifestaram o seu apoio à medida e anunciaram que será tratada na próxima semana.

Temer explicou que adotou essa "medida extrema porque todas as circunstâncias assim o exigem" e afirmou que haverá "respostas duras e firmes para enfrentar e derrotar o crime organizado".

"Não podemos continuar aceitando passivamente a morte de inocentes. É intolerável que estejamos enterrando mães e pais de família, trabalhadores, policiais, e que vejamos bairros inteiros sitiados, com as suas escolas sob a mira de fuzis", declarou Temer.

O presidente também ressaltou que a intervenção federal, que na prática transferirá para as Forças Armadas o comando de todas as áreas de segurança pública no estado, abrangerá também setores como presídios e vigilância das estradas.

"Não veremos mais avenidas em trincheiras, os presídios deixarão de ser escritórios para os bandidos e as nossas praças não serão mais do crime organizado, mas serão reservados para as pessoas honestas", declarou Temer.

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