Atirador da Flórida fez comentários racistas e homofóbicos em chat, diz "CNN"

Miami, 17 fev (EFE).- O autor confesso do massacre na escola secundária Marjory Stoneman Douglas, no sul da Flórida, nos Estados Unidos, Nikolas Cruz, realizou comentários racistas, homofóbicos e antissemitas em um grupo fechado de uma rede social, informou neste sábado a emissora "CNN".

De acordo com o canal de notícias, a maioria dos comentários realizados neste 'chat' criado no Instagram desde que Cruz se juntou ao grupo em agosto de 2017 envolveram seis usuários e tiveram como eixo o racismo e o ódio direcionado a afro-americanos, imigrantes e judeus.

"(Cruz) falou sobre matar mexicanos, manter os negros acorrentados e cortar seus pescoços. As declarações não foram feitas em tom de piada", revelou a emissora, que conseguiu entrar no grupo do Instagram após receber autorização de um de seus usuários.

Em outro momento da conversa online, Cruz escreveu que odiava "judeus, negros e imigrantes" e, concretamente, que odiava os afro-americanos "simplesmente por serem negros".

Entre a lista de comentários racistas e de ódio, que encontravam pouca resistência entre os membros ativos do grupo, também foram postados vídeos, fotos e "memes" de caráter racista no 'chat'.

Depois que um dos membros do grupo revelou seu ódio em relação aos gays, Cruz concordou com ele e sugeriu o assassinato de homossexuais com " disparos na nuca", e também chamou de traidoras as mulheres brancas que mantinham relações inter-raciais.

"Acho que vou matar gente", escreveu Cruz em outro momento da conversa, mas foi repreendido por um dos membros do 'chat', que lhe sugeriu que não dissesse coisas assim. Cruz respondeu que só estava brincando.

O fuzil semiautomático AR-15 do jovem de 19 anos, a arma utilizada no massacre na escola secundária da cidade de Parkland, foi outro dos tópicos entre os membros do grupo.

Em uma mensagem postada em sua conta no Instagram, Cruz publicou uma foto do que chamou de um "arsenal" e na qual é possível ver pelo menos sete armas de fogo, muitas das quais foram compradas no último ano segundo a polícia, além de um colete à prova de balas.

O autor confesso do massacre relatou a compra do colete aos integrantes do grupo na rede social e perguntou se era legal portá-lo dentro de uma escola.

Quando foi questionado sobre os motivos pelos quais queria saber dessa informação, Cruz respondeu: "atirador de escola". O jovem foi expulso no ano passado da secundária por problemas disciplinares.

De acordo com a "CNN", não há indícios de que algum membro deste grupo fizesse parte de coletivos supremacistas. Os integrantes do grupo, que aparentemente são menores de 18 anos, não ofereceram suas identidades à emissora.

As autoridades do condado de Broward, onde fica a escola alvo do ataque, receberam denúncias sobre a conduta errática de Cruz nos últimos anos, conforme reconheceu na sexta-feira o xerife responsável, Scott Israel.

O departamento do xerife, no entanto, não informou se tinha conhecimento da participação de Cruz neste chat privativo.

Na sexta-feira veio à tona a informação de que o autor confesso do massacre pretende se declarar culpado dos crimes para evitar uma condenação à pena de morte.

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