Dinamarca abre velório do príncipe consorte Henrik ao público

Copenhague, 17 fev (EFE).- O velório do príncipe consorte Henrik, marido da rainha Margrethe II da Dinamarca e falecido na última terça-feira aos 83 anos, foi aberto neste sábado ao público na capela do Castelo de Christiansborg, na capital Copenhague.

O velório durará três dias e terá quatro horas de visitação neste sábado e na segunda-feira, e sete horas no domingo.

O corpo do príncipe foi conduzido para a capela ontem à noite após deixar o Castelo de Amalienborg, residência da rainha e do consorte, para onde tinha sido levado um dia antes do seu leito de morte no Castelo de Fredensborg, ao norte da capital.

A família real realizou uma cerimônia religiosa privada na capela, onde na terça-feira às 11h locais (8h em Brasília) acontecerá o funeral, que reunirá os mais próximos da família e algumas autoridades.

Seguindo o seu desejo, Henrik não será enterrado na Catedral de Roskilde, no leste do país, rompendo com a tradição centenária de sepultar os monarcas e seus cônjuges nesse local, e seu corpo será cremado.

Parte de suas cinzas serão jogadas no mar e outra parte será depositada em uma urna que será sepultada em seu jardim particular em Fredensborg.

A dificuldade para se enquadrar em seu papel e suas queixas por se sentir discriminado ao não ter recebido o título de rei consorte foram uma constante na vida de Henrik, um nobre francês que conheceu a então princesa Margrethe quando era diplomata em Londres e com quem se casou em 1967.

Henrik aumentou o tom de suas reivindicações no ano passado, afirmando que não queria ser enterrado com a rainha em protesto porque ela tinha ignorado seu desejo de ser rei consorte, e acusando Margrethe - por quem, ao mesmo tempo, reiterava o seu amor - de considerá-lo um "tolo" e de não o respeitar.

Semanas depois, a Casa Real dinamarquesa informou de que Henrik sofria de demência senil e estava se retirando da atividade pública, e que sua vontade de não ser enterrado em Roskilde seria respeitada.

O príncipe consorte da Dinamarca foi internado no final de janeiro no Hospital do Reino de Copenhague para ser tratado de uma infeção pulmonar e para que uma biópsia fosse realizada em um tumor no pulmão esquerdo, que resultou ser benigno.

No entanto, na sexta-feira 9 de fevereiro, seu estado de saúde piorou e o príncipe herdeiro Frederik suspendeu sua viagem à Coreia do Sul, onde assistia aos Jogos Olímpicos de Inverno, para retornar à Dinamarca.

A Casa Real dinamarquesa declarou um mês de luto, o que supõe que nem a rainha nem o resto da família participarão de atos sociais e utilizarão roupas pretas em suas aparições oficiais.

As bandeiras em todos os edifícios e barcos estatais estão hasteadas a meio mastro desde a quarta-feira e continuarão assim por mais quatro dias.

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