Moscou tacha de "absurda" acusação de 13 russos por ingerência em eleições

Moscou, 17 fev (EFE).- Acusar 13 cidadãos russos de interferência nas eleições presidenciais dos EUA em 2016 é "absurdo", mas reflete a "realidade política do momento nos Estados Unidos", segundo o Ministério de Relações Exteriores da Rússia.

"Diz o Departamento de Justiça de EUA que eram 13. Ou seja, 13 pessoas interferiram nas eleições dos Estados Unidos. Treze contra os orçamentos multimilionários dos serviços secretos, contra a inteligência e tudo mais, treze contra as novíssimas tecnologias. (Soa) absurdo? Acredito que sim", escreveu a porta-voz de Exteriores, Maria Zajarova em seu Facebook.

A diplomata sugeriu que Washington utiliza precisamente o número 13 pelas conotações negativas que rodeiam a cifra.

"Será por falta de más associações com as demais cifras", ironizou a porta-voz.

O procurador-especial Robert Mueller, que investiga a denominada trama russa, acusou ontem formalmente 13 cidadãos e três entidades da Rússia por interferir nas eleições presidenciais nos EUA em 2016.

Segundo o texto, os acusados começaram a agir em 2014 e o objetivo era "semear a discórdia" no sistema político dos EUA, incluídas as eleições, e entre as operações estava dar apoio ao agora presidente, o republicano Donald Trump, e prejudicar a candidata democrata, Hillary Clinton.

A Rússia, por sua vez, negou em reiteradas ocasiões qualquer tipo de intromissão nas eleições presidenciais norte-americanas ao qualificar de "gratuitas" e "carentes de fundamento" as acusações que contra seus cidadãos.

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