Várias pessoas são detidas por caso com suposto envolvimento de Netanyahu

Jerusalém, 18 fev (EFE).- A polícia israelense informou neste domingo sobre a detenção de altos cargos do gigante das telecomunicações Bezeq e impôs uma ordem de censura sobre a identidade dos detidos que, segundo a imprensa israelense, incluem dois colaboradores muito próximos ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

"Em conexão com o Caso Bezeq, foi aberta uma nova investigação conjunta. Vários suspeitos foram detidos. Há uma ordem de censura sobre qualquer outro detalhe adicional da investigação", informou um comunicado policial, que precisou que há censura também sobre "detalhes que identifiquem os suspeitos envolvidos".

A unidade de crime organizado e fraude Lahav 433 - que investiga o crime nacional e casos de corrupção - está a cargo junto com a Autoridade de Valores da investigação.

O jornal "Haaretz" assegura que entre os detidos há dois antigos assessores do chefe de Governo neste caso, que investiga o dono da empresa de telecomunicações "Bezeq", Shaul Elovitch, perante suspeitas de uma suposta troca de favores com o primeiro-ministro.

A investigação tenta decifrar se Elovitch, o maior acionista da Bezeq e dono também do popular site de notícias "Walla", exigiu aos seus subordinados uma cobertura favorável de Netanyahu e sua esposa em troca de benefícios para a empresa de telefonia.

O ex-diretor-geral do Ministério de Comunicações, Shlomo Filber - escolha direta de Netanyahu que cuidava desse Ministério, além da chefia do Governo - já foi acusado de permitir que a Bezeq comprasse de modo ilícito ações da companhia fornecedora de conteúdos por satélite YES.

Netanyahu não foi apontado como suspeito na investigação, mas segundo informou a emissora israelense "Kan" poderia ser interrogado e ser acusado mais tarde.

O escritório do premiê apontou em um comunicado que "esta é outra acusação falsa. O premiê não trabalhou para beneficiar Elovitch e a Bezeq, nem por cobertura positiva e nem por nenhuma outra coisa", informou o site "Times of Israel".

As detenções acontecem dias depois que a polícia recomendou ao Ministério Público acusar o chefe de Governo de corrupção nos conhecidos casos 1000 e 2000, por suborno, fraude e abuso de confiança.

Este expediente tem similitudes com o Caso 2000, que gera suspeitas de que o premiê tentou pactuar com o editor do principal jornal pago do país, "Yediot Aharonot", para conseguir notícias favoráveis em troca de danificar a divulgação de seu rival, o gratuito "Israel Hayom", em negociações que foram gravadas.

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