Viúvo de deputada britânica assassinada é acusado de assédio sexual

Londres, 18 fev (EFE).- Brendan Cox, o viúvo da deputada britânica assassinada em 2016, Jo Cox, renunciou de suas funções em duas organizações criadas em memória de sua esposa após se ver envolvido em episódios passados de suposto assédio sexual, informa neste domingo o tablóide "Mail On Sunday".

O citado tablóide britânico revelou acusações feitas por dois ex-colegas de Cox, ocorridos supostamente quando este já era casado com a parlamentar trabalhista, morta assassinada por um homem de extrema direita, que disparou contra ela e a esfaqueou durante a campanha do referendo europeu em 2016.

Uma das acusações faz referência a um caso de suposto assédio contra uma colega em 2015, quando ambos trabalhavam na ONG "Save The Children".

O citado tablóide britânico também revela que meses depois, Cox tentou forçar outra mulher durante uma viagem à Universidade de Harvard (Estados Unidos).

Cox negou ter acossado essas duas mulheres, mas admitiu ter tido no passado uma conduta "inadequada".

"Cometi erros e tenho me comportado de uma maneira que ocasionou ofensa e dor a algumas mulheres", disse Cox, que deixou os cargos que ostentava nas organizações "More In Common" e a "Fundação JoCox".

O viúvo da deputada trabalhista qualificou essas acusações de "exagero enorme" ao mesmo tempo que reconheceu que pode ter "ultrapassado a linha".

Brendan Cox se transformou em uma figura bastante conhecida neste país depois que sua esposa foi assassinada a sangue frio por um fanático de extrema direita durante a campanha prévia ao histórico referendo de 23 de junho de 2016, que terminou com o triunfo do "Brexit" (saída do Reino Unido da União Europeia).

Em comunicado divulgado no sábado durante a noite, Brendan Cox se "desculpou profundamente e sem reservas" por seu "comportamento passado" e pelo "dano e ofensa ocasionados".

"Após o assassinato de Jo, prometi que dedicaria a minha vida a duas coisas: a primeira, querer e proteger nossos filhos e, a segunda, lutar contra o ódio que assassinou Jo", disse.

"Nos últimos dias, ressurgiram acusações de vários anos que fazem com que me concentrar nessas duas tarefas seja muito mais difícil. Por essa razão, decidi deixar os meus postos públicos por enquanto", acrescentou.

Também esclareceu que "não aceita as acusações", mas que "reconhece e compreende" que durante sua época com a "Save The Children" cometeu "erros", uma conduta, acrescentou, que "nunca foi maliciosa, mas sem dúvida foi inadequada".

Na entrevista ao "Mail On Sunday", Cox não esclareceu se sua esposa sabia desses incidentes.

"Nunca fingimos ter a relação perfeita, nem o casamento perfeito. Tivemos momentos difíceis, tivemos momentos incríveis, mas não vou detalhar conversas que tive com ela porque já não está aqui", afirmou.

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