Após um mês de guerra, Turquia controla apenas 15% de Afrin

Istambul, 17 fev (EFE).- Desde que a Turquia iniciou há um mês a operação para tomar o controle do distrito curdo de Afrin, no noroeste da Síria, o exército turco conseguiu dominar apenas 15% desse território, informou nesta segunda-feira o jornal "Hürriyet".

Em 30 dias de combates, as tropas turcas se apoderaram de 372 localidades habitadas, entre elas 70 "pontos estratégicos", afirmou o jornal, citando fontes militares.

O total de território ocupado durante a operação é de aproximadamente 300 km², o que corresponde aproximadamente a 15% de Afrin, que tem cerca de 2 mil km², detalhou a publicação.

Durante os combates contra as Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo), as milícias curdo-sírias que dominam Afrin desde o início da guerra civil síria, as tropas turcas perderam 32 soldados.

A Turquia considera as YPG uma organização terrorista por seus vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo), a guerrilha curda que atua no país, e afirma que não pode tolerar sua presença no norte da Síria.

Durante anos, foram registradas na fronteira entre Turquia e Afrin trocas de tiros ocasionais entre milícias locais e tropas turcas, mas sem vítimas.

Desde o início da operação do exército turco, no entanto, dezenas de foguetes lançados de Afrin caíram na Turquia e em território sírio sob controle das tropas turcas, causando a morte de nove civis, lembrou o "Hürriyet".

O exército turco garante que, desde o início da ofensiva, conseguiu "neutralizar" (abatido, ferido ou capturado) 1.641 integrantes das YPG, enquanto o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) cifrou o total de combatentes curdo-sírios mortos em 163, aos quais se acrescentam pelo menos 77 civis.

Especialistas militares turcos estimam que entre 11 e 13 mil combatentes das YPG estão em Afrin.

Por outro lado, o presidente turco, o islamita Recep Tayyip Erdogan, afirmou neste fim de semana que cerca de 60 integrantes do opositor Exército Livre da Síria (ELS), uma milícia aliada da Turquia, tinham morrido na operação.

A oposição turca reivindicou informações sobre o número de combatentes do ELS que acompanham as tropas turcas e as condições em que isto é feito, se eles recebem pagamento ou não, mas o governo não divulgou esses dados.

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