Cidade do Cabo estende até julho margem para ficar sem água corrente

Johanesburgo, 20 fev (EFE).- A intensa redução do consumo de água pelos cidadãos permitiu ampliar até julho a margem que a sul-africana da Cidade do Cabo tem até ficar sem água corrente pela extrema seca, informaram nesta terça-feira as autoridades locais.

"O reduzido consumo mantido pelos habitantes da Cidade do Cabo é a razão principal pela qual podemos celebrar esta conquista nesta semana", afirmou hoje em comunicado Mmusi Maimane, líder da opositora Aliança Democrática (DA), governante na região do Cabo Ocidental.

No começo deste ano, as estimativas apontavam que a turística cidade, a segunda mais populosa da África do Sul, teria que interromper o serviço normal de água em março.

As fortes restrições e as medidas de controle dos cidadãos conseguiram ampliar essa contagem regressiva até 9 de julho.

O objetivo é evitar o denominado 'dia zero' - no qual o nível das represas chegaria a 13,5% e o serviço normal de água seria interrompido na maior parte das zonas residenciais -, de maneira que a água corrente dure até a próxima temporada de chuvas (que vai de abril a outubro, embora em algumas ocasiões as precipitações atrasam inclusive até junho).

O dia zero se situa, portanto, dentro do período do ano no qual deveriam ocorrer novas precipitações.

Maimane apontou que embora ainda não se chegou à marca desejável de um consumo de água máximo de 450 mil litros no total por dia, este é um novo "passo encorajador".

"Todos devemos continuar usando menos de 50 litros por dia para que o dia zero seja atrasado ainda mais e possa ser completamente derrotado", pediu Maimane.

A seca já foi declarada desastre nacional pelo Governo Central, o que implica que serão destinados recursos especiais para combater esta contingência e dar assistência aos afetados.

O fenômeno tem um caráter incomum uma vez que não só deriva da grave escassez de precipitações que caracterizou a passada temporada de chuvas, senão que os níveis de chuvas foram também particularmente baixos durante os dois anos prévios.

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