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Combatentes pró al-Assad começam a entrar em Afrîn, diz TV síria

20/02/2018 13h27

Beirute, 20 fev (EFE).- Milicianos pró-governo entraram nesta terça-feira na cidade curda de Afrîn, no noroeste da Síria e alvo de uma ofensiva da Turquia há um mês, informou a televisão oficial do país árabe.

O canal mostrou imagens de veículos "das forças populares", como a imprensa síria chama às milícias leais ao Executivo de Damasco, dentro de Afrîn, situado na província de Aleppo. A maioria dos veículos era caminhonete com baterias antiaéreas na traseira e bandeiras sírias. Pouco depois da entrada das "forças populares", aviões turcos bombardearam os arredores da cidade de Afrîn, onde atualmente estão soldados governamentais, segundo o canal.

Desde 20 de janeiro, Turquia e facções armadas sírias pró-turcas promovem uma ofensiva em Afrîn contra as YPG, que o Executivo em Ancara considera terroristas pelos vínculos com a guerrilha curda presente no seu território, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Ontem, a agência de notícias síria "Sana" anunciou que as forças populares chegariam a Afrîn "para defender a determinação da sua gente e enfrentar o ataque desencadeado pelas forças do regime turco na região e contra os seus moradores no mês passado". No entanto, o porta-voz das YPG, Nouri Mahmoud, negou no mesmo dia à Agência Efe que existisse um acordo com as autoridades de Damasco para o desdobramento do Exército sírio em Afrîn.

"Houve um pedido para que o exército sírio viesse a Afrîn para proteger a unidade do território contra o exército de ocupação do sultão turco (em referência ao presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan)", apontou Mahmoud, que seguiu dizendo que não houve "resposta por parte do Exército sírio a esse pedido até agora".

Há quatro dias, o responsável de Relações Exteriores da administração curdo-síria de Afrîn, Suleiman Yafar, revelou à Efe que estavam negociando com as autoridades sírias esse desdobramento.

"Acreditamos que a proteção da fronteira entre Afrîn e Turquia é missão do Estado sírio e por isso estamos fazendo conversas", detalhou ele, que afirmou que o desdobramento aconteceria somente em zonas limítrofes com o território turco.