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Estudantes viajam para capital da Flórida para exigir controle de armas

20/02/2018 14h27

Miami, 20 fev (EFE).- Uma centena de estudantes da escola de ensino médio da Flórida onde na semana passada um ex-aluno armado com um fuzil de assalto matou 17 pessoas viajam nesta terça-feira à capital do estado para pressionar a Assembleia Legislativa a aprovar leis que restrinjam a venda de armas de fogo.

Os ônibus que levarão os alunos do instituto Marjory Stoneman Douglas de Parkland (sul da Flórida) até a capital do estado, Tallahassee, situada a 644 quilômetros, sairão hoje desde Coral Springs, uma cidade vizinha à primeira.

Para nesta quarta-feira está prevista uma manifestação em Tallahassee para reivindicar um maior controle de armas à qual anunciaram que se somarão várias organizações civis.

Desde 1999, o Governo e a Assembleia Legislativa da Flórida são controladas pelo Partido Republicano, cujos membros em geral se opõem a impor limites ao direito dos americanos a estar armados, consagrado em uma emenda constitucional.

No entanto, o senador Bill Galvano, que é republicano e vai ser o próximo presidente do Senado, prepara um pacote de leis sobre a venda de armas que inclui elevar a idade para poder adquiri-las aos 21 anos e proibir os aditamentos para fazer com que as armas semiautomáticas possam disparar mais balas por segundo.

Depois do massacre de 14 de fevereiro e em meio às condolências pelas vítimas e suas famílias, os estudantes de Parkland reivindicaram controles à venda de armas e denunciaram os políticos que recebem apoio econômico da poderosa Associação Nacional do Rifle, que aglutina a indústria do armamento.

O autor confesso do massacre, Nikolas Cruz, de 19 anos, comprou legalmente o fuzil de assalto com o qual disparou indiscriminadamente na escola no dia de São Valentim, pois a lei federal autoriza os maiores de 18 anos a comprar e portar armas de fogo.

Cruz, expulso da escola por motivos disciplinares e com antecedentes de agressividade e automutilação, está preso e foi acusado de 17 assassinatos premeditados.

Mais de 6 em cada 10 americanos consideram que nem o presidente Donald Trump e nem o Congresso fazem o suficiente para prevenir tiroteios maciços no país, embora a maioria culpe a saúde mental antes da facilidade de acesso às armas de fogo, segundo um pesquisa divulgada hoje.

A pesquisa elaborada para o "The Washington Post" e a emissora "ABC" indica que 62% dos indagados consideram que Trump não está tomando as medidas apropriadas após o tiroteio na escola de ensino médio na Flórida que deixou 17 mortos e uma quinzena de feridos.

A rejeição é ainda maior ao trabalho do Congresso americano, com 77%.

No entanto, a maioria dos indagados (58%) ressaltaram que a principal causa desses tiroteios maciços é a incapacidade para identificar e tratar doentes mentais.

Frente a isto, apenas 28% apontaram como responsável as frágeis leis de controle ao acesso às armas.

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