OEA pede à comunidade internacional mais sanções contra Venezuela

Genebra, 20 fev (EFE).- O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, pediu nesta terça-feira à comunidade internacional que imponha novas sanções, "mais amplas e fortes", ao Governo venezuelano ao qual acusou de ser "uma ameaça para a paz e a segurança internacional".

"As sanções são a ferramenta diplomática mais forte que temos, portanto peço aos Estados que introduzam mais sanções, mais amplas e mais fortes contra este regime. As sanções não prejudicarão o povo da Venezuela, mas os bolsos daqueles que se apropriam do dinheiro que fica", disse o responsável regional.

Almagro se referiu extensamente ao caso da Venezuela em seu discurso na abertura de uma reunião de dissidentes de vários países que é organizada anualmente pela ONG Human Rights Watch em Genebra.

"A sanção mais terrível para o povo venezuelano seria seis anos adicionais de repressão e ditadura, de fome, de doenças e de privação de seus direitos humanos", afirmou perante os presentes.

Dessa maneira, Almagro se referiu à possibilidade de uma reeleição do presidente Nicolás Maduro nas eleições convocadas para abril.

O secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA) pediu aos países que não sigam se defendendo por trás do princípio "de não-intervenção para continuar olhando para outro lado enquanto este regime elimina os direitos de seus cidadãos".

Por outro lado, pediu a " utilização de todos os instrumentos ao seu alcance para pôr fim a esta opressão".

"A Venezuela é uma ameaça para a paz e a segurança internacional. Nenhum país deve ignorar o que acontece na Venezuela e nem ser complacente", continuou.

"Somos a única organização multilateral a falar claramente e em voz alta sobre a crise na Venezuela", afirmou na reunião de dissidentes e defensores dos direitos humanos.

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