Casos de violência tumultuam ambiente eleitoral na Itália

Roma, 21 fev (EFE).- A agressão a um membro da fascista Forza Nuova e a facada a um jovem que colava cartazes do partido de esquerda Poder ao Povo nas últimas horas voltaram a tumultuar o ambiente eleitoral na Itália perante as eleições de 4 de março.

O primeiro episódio foi a agressão ao secretário provincial de Forza Nuova, Massimiliano Ursino, quando no centro de Palermo um grupo de encapuzados o atacou, amarraram seus pés e mãos e bateram com bastões.

As investigações da polícia de Palermo estão centradas nos ambientes da extrema-esquerda e antisistema da cidade, segundo explicaram numa nota.

No começo da manhã, foi revelado que um militante de 37 anos do partido Poder ao Povo foi agredido e recebeu várias facadas nas pernas e nas costas enquanto colava cartazes na periferia de Perugia (centro da Itália).

Ambos não correm risco de morte, mas as agressões voltaram a criar um ambiente tumultuado na campanha eleitoral depois do ataque de um ultradireitista a vários imigrantes em Macerata.

Em comunicado de imprensa da Forza Itália de Palermo divulgado há poucos dias, o partido denunciava o clima de "intimidação" contra seus integrantes depois de uma agressão a outro jovem e a atribuíam à próxima visita à cidade do secretário-geral do partido, Roberto Fiore.

A estes episódios uniu-se a frase pintada "Morte aos guardas", junto com uma suástica que apareceu hoje no local onde foram assassinados quatro seguranças durante o sequestro do líder da Democracia Cristã (DC) Aldo Moro em 1978.

"O ódio político que está devorando o país ocorre há muito tempo. Não esperemos mais, não esperemos a morte para acabar com tudo isto", escreveu no Twitter após estes episódios o líder do novo partido Livres e Iguais (LeU) e presidente do Senado, Pietro Grasso.

A também membro de LeU e presidente da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini condenou o atentado ao membro da Força Nova e pediu que "os violentos não usem o antifascismo para justificar suas ações. O antifascismo é uma cultura de paz".

Ursino acusou em uma nota no Facebook a "tentativa de homicídio" a Boldrini, Grasso e outros membros do LeU por "ter desencadeado uma campanha de ódio" para seu movimento e seus militantes

Um dos representantes do Partido Democrata na Sicília e vice-ministro de Saúde, Davide Faraone, pediu à política "que baixe o tom" e afirmou que o Ministro do Interior, Marco Minniti, considerou o episódio "um sinal de alarme" que não pode ser menosprezado.

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