Raúl Castro recebe congressistas americanos que visitam Cuba

Havana, 21 fev (EFE).- O presidente de Cuba, Raúl Castro, recebeu na terça-feira uma delegação de congressistas democratas dos Estados Unidos que está de visita Havana para falar com autoridades cubanas sobre a investigação dos ataques que segundo Washington, afetaram 20 de seus diplomatas na ilha.

Castro e o grupo de legisladores americanos liderados pelo senador Patrick Leahy discutiram "assuntos de interesse para os dois países", segundo uma nota divulgada pela televisão estatal cubana com imagens do encontro.

Os senadores democratas Ron Wyden, de Oregon, e Gary Peters, de Michigan, assim como os representantes democratas James McGovern, de Massachusetts, e Susan Davis, da Califórnia, também integram a delegação que está desde o último sábado na capital cubana.

Na reunião estiveram presentes o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, e o novo diretor-geral para os Estados Unidos da Chancelaria, Carlos Fernández de Cossío, quem no dia anterior manteve um diálogo "construtivo e sincero" com os visitantes, segundo escreveu na sua conta oficial do Twitter.

A delegação americana tinha em sua agenda uma série de reuniões com representantes do governo cubano e com diplomatas de outros países na ilha para abordar o estado da investigação sobre os misteriosos ataques a representantes da embaixada dos EUA em Havana.

Segundo veículos de imprensa oficiais da ilha, Fernández de Cossío falou com os congressistas sobre a falta de provas e as dificuldades para realizar uma investigação rigorosa.

O governo de Donald Trump acusa Cuba de ocultar os responsáveis por esses ataques durante vários meses de 2016 e 2017, enquanto que as autoridades da ilha negam sua responsabilidade ou conhecimento sobre esses incidentes, assegurando que não há evidência alguma, segundo os resultados de uma investigação interna realizada em com a dos EUA.

Como consequência dos ataques alegados pelo governo Trump, Washington retirou em outubro do ano passado a quase todo o pessoal de sua embaixada em Havana e expulsou dos EUA, 17 diplomatas cubanos, além de aprovar em novembro novas restrições ao comércio e viagens.

Nesta quarta, antes da conclusão de sua estadia em Havana, a delegação americana dará uma entrevista coletiva.

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