Maioria dos americanos não guarda armas de forma segura, aponta estudo

Los Angeles (EUA), 22 fev (EFE).- Mais da metade dos donos de armas de fogo nos Estados Unidos não as guardam de forma segura, segundo revelou uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Escola Bloomberg de Saúde Pública, da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, nos Estados Unidos.

Segundo o estudo, possivelmente a primeira amostra representativa nacional conseguida em 15 anos para examinar o tema, "54% dos entrevistados não guarda as suas armas de maneira segura".

"Os resultados da pesquisa indicam uma emergência real de saúde pública. Mais da metade dos donos de armas nos EUA não guardam todas as suas armas em uma caixa de segurança, um gabinete, um estojo para armas ou com o gatilho protegido", destacou Cassandra Crifasi, autora líder do estudo e professora do Centro Johns Hopkins para Pesquisa e Políticas sobre Armas.

A pesquisa, publicada pela revista "American Journal of Public Health", entrevistou 1.444 donos de armas nos Estados Unidos entre 15 de março e 13 de abril de 2016, e definiu "guardar uma arma de forma segura" como trancá-la com chave em um móvel ou recipiente especial ou protegê-la para evitar que seja disparada.

A pesquisa também apontou que em 34% das residências onde havia armas no momento da entrevista vivia pelo menos um menor de 18 anos de idade.

Favoravelmente, 55% dos donos de armas que viviam com menores de idade em casa disseram ter as suas armas guardadas adequadamente e seguras.

Ao analisar as razões pelas quais havia uma arma na casa, a pesquisa mostrou que 43% dos entrevistados a mantinham para a defesa do lar, 35% por causa de cursos de treinamento de segurança e 30% por discussões com membros da família.

Os proprietários que disseram ter feito um curso de treino sobre segurança de armas foram duas vezes mais propícios a guardar os objetos adequadamente.

"É motivador ver as associações positivas entre o treino de segurança e as práticas para guardar as armas de forma segura", destacou Daniel Webster, coautor do estudo e diretor do Centro Johns Hopkins para Investigação e Políticas sobre Armas.

Ao apontar que em 2016 foram registradas 1.637 mortes por armas de fogo entre crianças e menores de 18 anos, das quais 39% foram suicídios, a análise ressaltou a necessidade de guardar adequadamente as armas de fogo em casa.

"Muitos levam armas para casa para a própria defesa, mas as armas que não estão seguras podem causar disparos não intencionais, suicídios e casos trágicos de adolescentes com problemas que as usam para cometer atos de violência", concluiu a professora Crifasi.

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