Rússia abre investigação por abusos sexuais a menores em orfanato

Moscou, 22 fev (EFE).- O Comitê de Instrução da Rússia abriu um caso criminal após as denúncias de abusos sexuais a sete menores de entre 10 e 14 anos em um orfanato da região de Chelyabinsk (Urais), informou nesta quinta-feira o Ministério Público russo.

O caso foi revelado após as denúncias publicadas em alguns veículos de imprensa russos, que chegaram a qualificar como "Casa dos Horrores" a instituição onde aconteceram os supostos abusos.

O primeiro a dar a voz de alarme foi o portal "47.ru", que divulgou testemunhos apavorantes dos pais adotivos das supostas vítimas, depois que estas foram adotadas e deixaram o asilo.

"Sabe, mamãe, tinha muito medo, me diziam que iam me afogar em um lago ou que me deixariam num hospício durante a vida toda", foi um dos relatos forçaram a investigação que levou à abertura de uma causa criminal.

Segundo a imprensa russa, uma das famílias adotivas surpreendeu duas crianças praticando relações sexuais em sua casa, e perante a indignação, as mesmas explicaram que haviam "ensinado" isso no orfanato.

Os pais entraram em contato com outras famílias adotivas e descobriram que todas as crianças relatavam histórias similares.

Entre outros abusos, narraram que eram obrigados a participar de orgias organizadas no dormitório do orfanato por um casal formado por dois funcionários do centro.

Outros meninos contaram que foram forçados a estuprar uma menor de oito anos.

O portal "Meduza" sustenta, citando fontes próprias, que as agressões sexuais se produziram "de forma contínua ao longo de 2016".

Os testemunhos dos menores incriminam quatro empregados do orfanato e dois homens que, supostamente, pagavam para poder "ir pescar" com as vítimas.

"Todas as crianças contam a mesma história, dão os mesmos detalhes, é impossível que tenham inventado , assegura a mãe adotiva de um dos menores.

Segundo o advogado de uma das famílias afetadas, Andrei Lepiojin, seus representados receberam ameaças para não falar dos abusos com a imprensa "se não quiserem perder seus filhos".

Um homem de 51 anos residente da zona, ao qual os veículos de imprensa apontam como um dos "violadores", já foi detido pelo possível envolvimento no crime.

Os veículos de imprensa informam de após a divulgação do escândalo, o diretor do orfanato foi demitido.

A Promotoria ordenou, além disso, a realização de inspeções em todos os centros para crianças da zona.

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