Trump se opõe a simulações de prevenção a tiroteios nas escolas

Washington, 22 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se posicionou contra as simulações que muitas instituições de ensino do país fazem para se preparar para possíveis tiroteios, e disse que "também é preciso falar "sobre as imagens violentas de videogames e filmes às quais as crianças estão sendo expostas".

Em ato na Casa Branca sobre segurança nas escolas, Trump se pronunciou nesta quinta-feira sobre as práticas feitas em instituições de ensino de todo o país para ensinar aos estudantes e professores como reagir se em algum momento uma pessoa armada começar a atirar.

"As simulações de preparação para atiradores ativos são muito negativas. Não gosto", disse Trump em reunião que contou com a presença de vários agentes estatais e locais, entre eles a prefeita de Parkland (Flórida), onde na semana passada 17 pessoas morreram no tiroteio ocorrido em uma escola de ensino médio.

"Eu preferiria ter uma escola (com segurança) reforçada. Acho que (as simulações) são uma loucura, que são muito duras para as crianças", acrescentou o presidente.

Donald Trump disse que não gostaria de precisar dizer ao filho Barron, de 11 anos, que o menino terá de passar por uma simulação na escola.

O presidente insistiu que prefere que alguns professores com um "treinamento rigoroso" e que "entendam de armas" possam portar pistolas de forma "oculta" nas escolas, e sugeriu que esses profissionais poderão ser recompensados com "um pequeno bônus" econômico.

"Quero que as minhas escolas estejam protegidas da mesma forma que os meus bancos", afirmou o governante, ao opinar que para proteger uma escola são necessários "100 ou 150 guardas" e que armar os professores seria uma boa alternativa.

"Para um assassino, uma área livre de armas é (um lugar onde podem agir tranquilamente) como se fossem comprar sorvete", acrescentou.

Trump também propôs adotar medidas, como "um sistema de classificação" por idade, para moderar a exposição de crianças e adolescentes à violência em videogames, filmes e internet.

"Temos que olhar para a internet porque estão passando muitas coisas ruins aos jovens e as mentes que estão em formação. Temos que fazer algo, talvez, sobre o que estão vendo e como estão vendo. E também nos videogames e, se dermos mais um passo, nos filmes", indicou.

O presidente, defensor do poderoso grupo Associação Nacional do Rifle (NRA), que se opõe à grande parte das medidas para reforçar o controle de armas, propôs nesta semana várias ideias para impedir que voltem a acontecer tiroteios em escolas, mas sempre sem contradizer a organização.

Trump propôs nesta quinta-feira aumentar para 21 anos a idade mínima para se comprar um fuzil nos Estados Unidos, que sob a lei federal atualmente é de 18, e essa proposta teve a firme oposição da NRA.

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