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Alunos e pais voltam a escola palco do massacre da semana passada na Flórida

25/02/2018 21h13

Miami, 25 fev (EFE).- Centenas de estudantes e pais da Escola Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, na Flórida, nos Estados Unidos, voltaram neste domingo ao colégio após ataque do último dia 14, que deixou 17 pessoas mortas.

Num ato voluntário de "reunificação", alunos e responsáveis retornaram ao local, visivelmente emocionados, e muitos estudantes recolheram pertences deixados pelo caminho enquanto tentavam se proteger dos disparos do ex-aluno Nikolas Cruz, autor confesso.

Os participantes tiveram à disposição conselheiros e foram informados sobre o processo de reinício das aulas, que serão parcialmente retomadas na próxima quarta-feira. A previsão é que o retorno integral aconteça em 5 de março, embora os alunos cujas salas estavam no edifício onde ocorreu o tiroteio sejam realocados, já que a Secretaria de Educação do distrito não deve reabrir o imóvel onde o crime aconteceu.

Há alguns dias, o superintendente escolar, Robert Runcie, informou que avalia demolir o edifício e construir um memorial para as vítimas no lugar.

No muro da escola, há dias se acumulam as flores, bichinhos de pelúcia e mensagens de apoio às vítimas. Hoje, vários moradores voltaram ao local para colocar flores e rezar, segundo o jornal "Sun Sentinel".

Na sexta-feira passada, a escola abriu as portas apenas para funcionários, em um ato de "consolo" e apoio.

No dia 14 de fevereiro, Nikolas Cruz, de 19 anos, entrou no colégio com uma espingarda semiautomática AR 15 e matou 14 estudantes e três professores, além de deixar 20 pessoas feridas. Ele está detido no Condado Broward, sem direito a fiança, e enfrenta 17 acusações por homicídio.