Bombardeio em Ghouta Oriental mata 1 criança e deixa 13 feridos

Cairo, 25 fev (EFE).- Pelo menos uma criança morreu e 13 pessoas ficaram feridas neste domingo em um bombardeio feito por um avião militar em Ghouta Oriental, principal reduto opositor nos arredores de Damasco (Síria).

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, o bombardeio causou asfixia nos sobreviventes. Até o momento, a ONG confirmou que um míssil foi lançado por um avião não identificado e caiu em Al Shifunia, na região de Ghouta Oriental, mas "ainda não se sabe as causas da asfixia".

No entanto, Mohammed Aloush, líder da facção rebelde Jaysh al-Islam, que luta contra as forças leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, em Ghouta, afirmou à Agência Efe que o "regime bombardeou duas vezes com gás cloro" a cidade de Al Shifunia e que na ação uma criança morreu. Numa imagem divulgada por Alloush no Twitter e que não pôde ser verificada por fontes independentes, é possível ver a criança morta, com o rosto descoberto, envolvida em um tecido escrito: "25 de fevereiro de 2018, Al Shifunia. Morreu por gás cloro".

Segundo a Defesa Civil Síria, que realiza trabalhos de resgate em zonas fora do controle do governo, "três membros" da equipe de voluntários também sofreram com sintomas de asfixia enquanto retiravam vítimas na cidade, que está sitiada. Até o momento, o governo sírio não se pronunciou a respeito.

Este ataque foi realizado um dia depois de a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a trégua de 30 dias na Síria e que incluía de forma expressa Ghouta Oriental, ser aprovada. Numa semana de intensos ataques aéreos, de artilharia e com mísseis, a região registrou a morte de pelo menos 520 pessoas, conforme dados divulgados pelo Observatório.

No dia 6, a ONU disse que estava investigando o suposto uso de bombas de gás cloro em Saraqeb, em Idlib, e em Duma, em Ghouta Oriental. nO presidente da Comissão Independente de Investigação para a Síria da ONU, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, afirmou que tinha recebido várias informações "sobre o suposto uso de bombas que continham (gás) cloro" nessas localidades.

Em setembro do ano passado, a Comissão de Investigação da ONU responsabilizou a Força Área da Síria pelo ataque com gás sarin na cidade de Khan Shaykhun, em abril, com um avião Sukhoi 22, operado unicamente pelas forças militares do governo sírio.

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