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Internacional

Coreia do Norte diz que novas sanções dos EUA são "ato de guerra"

25/02/2018 09h02

Seul, 25 fev (EFE).- A Coreia do Norte afirmou neste domingo que as novas sanções unilaterais contra si anunciadas pelos Estados Unidos constituem "um ato de guerra", em um momento de distensão na península coreana por conta dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang.

Através de um comunicado de um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, o regime liderado por Kim Jong-un reagiu às novas medidas punitivas anunciadas na sexta-feira por Washington e qualificadas pela Casa Branca como "o maior conjunto" de sanções econômicas sobre o país.

A Coreia do Norte considera que estas sanções têm o objetivo de conseguir "um bloqueio total" do seu comércio marítimo, e acusou os EUA de forçar a situação na península até a "beira da guerra" com sua "conduta temerária" e de ser responsáveis pela "tragédia" que poderia se desencadear.

As novas sanções afetam 27 companhias barqueiras e 28 navios que fazem comércio com o país asiático, e caso não tenham efeito na hora de deter os programas armamentísticos norte-coreanos, a Casa Branca iniciará "a fase dois", segundo o presidente americano Donald Trump, que não forneceu mais detalhes.

Estas sanções adicionais e o endurecimento do tom contra a Coreia do Norte contrastam com as revelações desta semana sobre uma tentativa fracassada de encontro em PyeongChang entre o vice-presidente americano, Mike Pence, com uma delegação norte-coreana liderada por Kim Yo-jong, a irmã do ditador.

O fechado regime fez esta declaração no mesmo dia em que é realizada a cerimônia de encerramento dos Jogos de Inverno na Coreia do Sul, na qual estarão presentes comitivas enviadas por Pyongyang e Washington e lideradas respectivamente pelo general Kim Yong-chol e Ivanka Trump, filha e assessora do presidente americano.

Os veículos de imprensa estatais norte-coreanos publicaram hoje outra declaração na qual Pyongyang atacava os EUA por suas críticas ao regime e à irmã do líder, e afirmava que não dialogaria de forma direta com o governo Trump "nem em 100 ou 200 anos".

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