Repressão do governo chinês não conseguiu silenciar ativistas, segundo ONG

Pequim, 26 fev (EFE).- A repressão governamental para minar os direitos humanos na China não conseguiu silenciar os ativistas, que mantiveram sua resistência e compromisso para protegê-los, destacou nesta segunda-feira a organização Defensores Chineses dos Direitos Humanos (CHRD).

Em seu relatório anual publicado hoje, "Repressão e resistência", a CHRD retrata a situação dos ativistas chineses durante o ano passado, durante o qual "demonstraram uma notável capacidade de resistência na promoção e proteção dos direitos humanos frente à repressão governamental".

Durante 2017, o regime comunista adotou uma estratégia "agressiva" para minar os princípios internacionais de direitos humanos e violá-los "gravemente" em nível interno, denunciou a organização.

No entanto, enquanto o presidente da China, Xi Jinping, "consolidou o poder e promoveu sua visão totalitária", ativistas de direitos humanos se mobilizaram, divulgaram informação através da internet, se manifestaram e se uniram para defender os direitos humanos.

Por sua vez, as autoridades chinesas seguem lançando medidas mais duras sobre a já controlada internet chinesa, o que aumenta o risco para os ativistas que denunciam a repressão no país asiático.

Apesar das regulações restritivas sobre o direito a reunir-se pacificamente e o alto risco de perseguição que enfrentam, durante o ano passado aconteceram grandes protestos espontâneos contra a poluição, os desalojamentos forçados ou os salários injustos, detalhou o texto.

A resposta governamental perante a resistência dos ativistas foi a perseguição penal, as desaparições forçadas, a tortura e a privação de tratamento médico adequado, denunciou o relatório.

Tudo isto demonstra que as organizações da sociedade civil na China, incluindo as ONGs dedicadas à defesa dos direitos humanos, "lutaram pela sua sobrevivência".

"Os abusos relacionados com os direitos econômicos, sociais e culturais, assim como com os direitos políticos e civis, seguem sendo generalizados na China", lembrou a CHRD.

Perante esta situação, a organização pediu ao governo chinês que respeite os direitos humanos e as liberdades fundamentais, e que acabe com a repressão contra a sociedade civil.

"O governo deve libertar todos os defensores e ativistas detidos e presos, e investigar as acusações de tortura", acrescentou.

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