Novo governo "de transição" toma posse na África do Sul

Johanesburgo, 27 fev (EFE).- Vários ministros do novo governo da África do Sul e o vice-presidente, David Mabuza, tomaram posse nesta terça-feira de seus cargos após serem nomeados ontem pelo presidente, Cyril Ramaphosa, que afirmou que este Executivo deve ser considerado como "de transição".

Entre os novos ministros se destacam Nkosazana Dlamini-Zuma, que foi a principal rival de Ramaphosa nas primárias do Congresso Nacional Africano (CNA) e agora a assume pasta de Presidência, e Nhlanhla Nene, que retorna ao Ministério das Finanças, posto chave para o presidente, após sua polêmica destituição em 2015.

Um total de oito ministros, cinco vice-ministros e o vice-presidente juraram seu cargo e, embora a lista de designações tenha mais de 20 nomes, os que já faziam parte do governo ocupando outros cargos não tinham a obrigação de retornar para tomar posse, informou a imprensa local.

Alguns deles, como Mabuza e Nene, tiveram que tomar posse antes como deputados do Parlamento.

Ramaphosa confirmou que este gabinete será "de transição até as próximas eleições", previstas para 2019 e nas quais concorrerá como candidato do CNA.

Onze dias depois de assumir como chefe de Estado em substituição de Jacob Zuma, Ramaphosa explicou ontem que as mudanças são destinadas a garantir que o governo esteja "melhor preparado" para enfrentar os desafios que terá como presidente, como a revitalização da economia sul-africana, e disse que estava "muito consciente da necessidade de equilibrar continuidade e estabilidade com a necessidade de renovação".

Assim, ao contrário do esperado, foram mantidas algumas das figuras mais polêmicas da equipe de Zuma - como o até agora ministro das Finanças, Malusi Gigaba, que passará a ocupar a pasta de Interior, apesar das acusações de corrupção - e adiada a anunciada redução da dimensão do gabinete (que conta com 35 Ministérios) até que se faça uma "revisão".

Apesar das pressões para que fosse nomeada uma mulher, Ramaphosa anunciou que David Mabuza - número dois do CNA, partido governante - assumirá a vice-presidência do país, ocupada pelo atual presidente até o último dia 14 de fevereiro.

Algumas das pastas que mudam de titular são as das Relações Exteriores, Energia, Educação Superior, Transporte, Turismo, Segurança, Desenvolvimento Rural e Reforma de Terras e Empresas públicas.

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