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Polícia prende professor que disparou e se entrincheirou em escola dos EUA

28/02/2018 18h59

Atlanta (EUA), 28 fev (EFE).- Um professor de uma escola de ensino médio da Geórgia, nos Estados Unidos, foi detido nesta quarta-feira depois que supostamente disparou uma arma e se entrincheirou em uma das salas de aula do centro educativo.

O incidente começou quando um grupo de jovens tentou entrar na sala do professor, identificado como Jesse Randall David, de 53 anos, que não permitiu sua entrada, segundo explicou o porta-voz policial Bruce Frazier.

Os alunos avisaram do ocorrido ao diretor do colégio, que tentou abrir a porta com uma chave, mas então o professor voltou a fechá-la e logo depois se ouviu um disparo.

Em seguida, a polícia foi alertada e rodeou a Dalton High School, situada em Dalton, ao norte de Atlanta, e evacuou os estudantes e professores por volta do meio-dia desta quarta-feira (horário local, 14h de Brasília).

O professor de Estudos Sociais se entregou à polícia depois de cerca de meia hora, na qual supostamente disparou sua arma através da janela da sala de aula, onde não havia alunos nesse momento.

Durante o incidente só houve o registro de um aluno que ficou levemente ferido, ao sofrer uma lesão no tornozelo quando corria durante a evacuação da escola, que tem cerca de 2.000 alunos.

Este tiroteio aconteceu duas semanas depois do que deixou 17 mortos em uma escola de ensino médio de Parkland, ao sul da Flórida, e que suscitou uma campanha a favor de um maior controle na venda de armas nos EUA.

Alunos e pais da escola Marjory Stoneman Douglas de Parkland pressionam desde então as autoridades locais, o Congresso federal e o presidente Donald Trump, que nesta semana anunciará uma série de propostas para reduzir a violência armada nas escolas do país.

Uma das propostas que Trump estudou nos últimos dias é a de armar a "10% ou 20%" dos professores do país, aqueles que tenham "talento" para manejar pistolas, segundo o governante.

"O meu professor favorito na escola Dalton acaba de bloquear sua porta e começou a disparar. Tivemos que sair correndo pela parte traseira da escola debaixo de chuva. Os estudantes estavam sendo pisoteados e gritando", relatou no Twitter uma aluna do colégio.

A mesma jovem desafiou o poderoso grupo de pressão a favor das armas Associação Nacional do Rifle (NRA), alvo das críticas dos jovens estudantes da Flórida, a que lhes diga que estarão "a salvo" se armarem os professores.

Desde o último dia 1º de janeiro, um total de 19 escolas e universidades de diferentes pontos do país registrou tiroteios dentro dos seus centros, de acordo com os dados da organização Everytown for Gun Safety.