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Santo Sepulcro é reaberto aos peregrinos após três dias de fechamento

28/02/2018 04h46

Jerusalém, 28 fev (EFE).- Os dois guardiães muçulmanos da chave da Basílica do Santo Sepulcro de Jerusalém abriram, na madrugada desta quarta-feira, as portas do lugar mais sagrado do cristianismo, depois de três incomuns dias de fechamento em protesto pela política fiscal e legislativa de Israel.

"Israel recuou. Estamos muito contentes. Esperamos que tudo dê certo e os peregrinos voltem a visitar a igreja novamente", declarou Wayid Nuseibeh à Agência Efe, pouco depois que tocassem os sinos, às 4h (hora local).

Ontem, as três igrejas de custódia (católica, greco-ortodoxa e armênia) anunciaram a reabertura depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o prefeito do Jerusalém, Nir Barkat, acordassem o cancelamento das medidas fiscais que geraram a rejeição das comunidades cristãs.

As autoridades israelenses decidiram "estabelecer uma equipe profissional com a participação de todas as partes relevantes, para formular uma solução para o assunto dos impostos municipais sobre propriedades da Igreja que não sejam centros de culto".

O fechamento, que começou no último domingo, aconteceu depois que a Município ordenou o congelamento das contas bancárias das igrejas, devido a falta de pagamento do Imposto sobre Bens Imóveis (IBI), algo que estavam historicamente isentas.

Esta medida foi suspensa, além da revisão de uma lei proposta no Parlamento israelense (Knesset) que deveria ter sido debatida no domingo e permitiria a expropriação retroativa de terras vendidas ou arrendadas a longo prazo pelas igrejas a empresas ou indivíduos.

As igrejas qualificaram estas medidas de "ataque sistemático e sem precedentes", que em sua opinião "parece uma tentativa de enfraquecer a presença cristã em Jerusalém".

Em 1990, as comunidades cristãs tomaram uma decisão semelhante e fecharam a basílica durante dois dias, através da captura de um edifício na Cidade Velha de Jerusalém, em território ocupado palestino, por parte de alguns colonos israelenses, lembrou à Efe, o segundo guardião da chave, Adeeb Jawad.