Abbas apresenta proposta de paz no Oriente Médio a Aloysio Nunes

Jerusalém, 1 mar (EFE).- O presidente palestino, Mahmoud Abbas, recebeu nesta sexta-feira na cidade cisjordaniana de Ramala o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, com o qual abordou a situação na região e a sua última iniciativa para reviver o processo de paz com Israel.

Abbas apresentou ao ministro a sua proposta de realizar uma conferência internacional em meados deste ano como primeiro passo para desbloquear o processo de paz do Oriente Médio.

Dessa reunião nasceria um "mecanismo multilateral internacional" para facilitar uma negociação com Israel na qual os Estados Unidos não seriam os únicos mediadores, informou a agência oficial palestina "Wafa".

O presidente agradeceu o apoio à causa palestina demonstrado pelo Brasil, que reconheceu o Estado palestino em 2010, e mostrou interesse em aproximar as relações entre ambos.

Nunes, que se encontra de visita oficial na Palestina depois de concluir uma de dois dias em Israel, reafirmou a postura do governo brasileiro de defender a solução dos dois estados e garantiu que o Brasil quer fortalecer as relações bilaterais.

O ministro também se reuniu nesta quinta-feira com o primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, e com o chanceler, Riyad al Maliki, com os quais abordou o impacto do reconhecimento dos EUA de Jerusalém como capital de Israel e o futuro do processo de paz, do qual encorajou o Brasil a participar.

A reunião contou com debates sobre como reforçar a cooperação em setores como agricultura, energia, educação e saúde e no âmbito econômico, esse último através da importação de produtos no Brasil, como propôs Maliki, para estimular a economia palestina e facilitar a sua independência.

O chanceler palestino também pediu o boicote dos produtos fabricados em assentamentos israelenses em territórios ocupados.

Ontem, durante uma visita a um centro cultural brasileiro em Tel Aviv, Nunes descartou à imprensa que o Brasil possa se candidatar como mediador "por iniciativa própria" no conflito com Israel.

"O nosso poder está em outras formas de atuação. Temos uma tradição de buscar negociações, mas só se fôssemos convidados pelas duas partes. O Brasil tem uma posição sobre este conflito já estabelecida há anos que não varia com independente do governo, seja mais de esquerda ou de direita, e que consiste em buscar uma solução pacífica e negociada que garanta a existência de dois Estados, pacificamente e com fronteiras seguras", comentou Nunes, que encerrará na sexta-feira a visita oficial à Cisjordânia.

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