Documentos revelam que jovem neozelandês tentou matar a rainha Elizabeth 2ª

Em Sydney (Austrália)

  • Daniel Leal-Olivas/AFP Photo

Um adolescente neozelandês tentou assassinar a rainha Elizabeth 2ª durante a visita dela, em 1981, à cidade de Dunedin, na Ilha Sul (Nova Zelândia), de acordo com informações reveladas nesta quinta-feira (1º) através de documentos dos serviços de inteligência.

Christopher Lewis, então com 17 anos, disparou contra o veículo Rolls Royce onde viajava a rainha, mas errou o tiro.

Lewis, que foi detido pouco depois por um assalto à mão armada, confessou às autoridades o fracassado plano para matar a monarca e os oficiais decidiram não formular uma acusação de traição, considerando que ele não esteve perto de acertar o disparo, afirma o jornal "New Zealand Herald".

Um documento divulgado pelos Serviços de Inteligência e Segurança (SIS, sigla em inglês) afirma que "Lewis tentou originalmente matar a rainha", mas que não contava com uma espingarda potente, nem uma mira adequada para conseguir assassinar a monarca.

O ex-policial Tom Lewis, originalmente designado para este caso, disse ao jornal que a polícia encobriu o fato e que inclusive foi destruído o depoimento do acusado.

Depois que este incidente tornou-se público, o comissário da polícia neozelandesa, Mike Brush, pediu a revisão deste "caso histórico".

"Com a passagem do tempo, acreditamos que a avaliação de arquivos antigos e o material associado levará algum tempo. A polícia da Nova Zelândia irá compartilhar os resultados das avaliações assim que forem concluídas", afirmou uma porta-voz da instituição.

Lewis, que mais tarde foi acusado do assassinato de uma mulher neozelandesa, se suicidou em 1997 em uma prisão do seu país.

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