Guarda costeira da Líbia recupera 100 imigrantes, 36 deles norte-africanos

Trípoli, 1 mar (EFE).- A guarda costeira da Líbia recuperou 100 pessoas, 36 delas de países norte-africanos, que viajavam a bordo de uma embarcação precária com a intenção de atravessar o Mediterrâneo e alcançar o litoral da Europa, informou nesta quinta-feira a autoridade de imigração do oeste do país africano.

Segundo o coronel Ayub Qasem, porta-voz da guarda costeira no oeste da Líbia, o bote foi encontrado ontem à noite a cerca de dez milhas náuticas da cidade de Abu Kimish, próxima a Zawara, uma região de praias perto da fronteira com a Tunísia,

Nela navegavam à deriva 24 marroquinos, 11 argelinos, seis somalis, 58 eritreus e um líbio, detalhou Ayub antes de acrescentar que, entre essas pessoas que estavam a bordo da embarcação, havia 16 mulheres e duas crianças.

"Todos foram transferidos para um porto onde receberam os primeiros socorros. Depois, eles foram levados ao centro de acolhimento de imigrantes", disse Ayub.

As praias que se estendem entre a cidade de Trípoli e a fronteira com a Tunísia se transformaram nos últimos dois anos no principal bastião das máfias que traficam seres humanos, apesar da presença de navios-patrulha europeus.

Segundo dados da Organização Internacional de Migrações (OIM), um órgão do sistema ONU, mais de 171.635 imigrantes irregulares cruzaram o Mediterrâneo e chegaram à Europa em 2017, enquanto 3.116 desapareceram no mar.

Desde que o ano de 2018 começou, 9.768 pessoas conseguiram chegar às praias europeias e 414 morreram na tentativa.

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