Kelly diz que Deus o "castigou" ao virar chefe de gabinete da Casa Branca

Washington, 1 mar (EFE).- O chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, disse nesta quinta-feira em tom de brincadeira que Deus lhe "castigou" quando em meados do ano passado deixou seu cargo de secretário de Segurança Nacional para se tornar "braço direito" do presidente americano, Donald Trump.

Em um ato para celebrar o 15° aniversário do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, por sua sigla em inglês), Kelly ressaltou o grande apreço que essa agência tem e o quanto gostou de liderá-la durante seis meses, de janeiro a julho de 2017.

"A última coisa que queria fazer era me afastar de uma das grandes honras da minha vida, ser o secretário de Segurança Nacional, mas suponho que fiz algo ruim e Deus me castigou", disse Kelly no ato.

"Sinto saudades do dia a dia, de cada um dos senhores", acrescentou, perante uma plateia cheia de funcionários da DHS.

O chefe de gabinete parecia estar brincando e o público reagiu com risos, mas seus comentários ocorrem em um momento no qual, segundo vários relatórios de imprensa, sua relação com o presidente Trump e com o genro e assessor deste, Jared Kushner, se deteriorou.

Kelly, um general aposentado que dirigiu durante quatro anos o Comando Sul e portanto conhece bem a América Latina, foi eleito por Trump em julho como chefe de gabinete com a missão de imprimir disciplina a uma Casa Branca marcada pelo caos e as lutas de poder.

Em outubro, Kelly reconheceu que seu trabalho na Casa Branca era "o mais difícil" já feito, e nas últimas semanas houve especulações de que o general poderia renunciar ou ser demitido.

A sua relação com Trump parece ter se debilitado depois que Kelly declarou em janeiro que o presidente não estava "completamente informado" ao fazer algumas promessas de campanha em 2016; e o apoio que ofereceu a Rob Porter, um ex-funcionário da Casa Branca acusado de maus-tratos, prejudicou sua reputação em Washington.

Além disso, sua relação com Kushner se deteriorou por causa de sua decisão de diminuir de "alto segredo" para "segredo" a permissão de acesso à informação confidencial do genro de Trump, que segundo vários veículos de imprensa está frustrado com o chefe de gabinete.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, também deu um discurso perante os funcionários do DHS, aos quais garantiu que têm o apoio absoluto de Trump e que o presidente conseguirá construir o desejado muro na fronteira com o México.

"Como bem sabem os homens e mulheres de DHS, os muros funcionam, e construiremos esse muro para o povo americano", prometeu Pence. EFE

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