Área diplomática da capital de Burkina Faso é atacada

Ouagadogou, 2 mar (EFE).- Um grupo de homens armados não identificados atacou nesta sexta-feira a área diplomática da capital de Burkina Faso, Ouagadogou, provocando vários incêndios e confrontos com as forças de segurança perto da delegação francesa e do escritório do primeiro-ministro, informou a imprensa local.

A televisão nacional burquinense (RTB), cujo escritório se encontra ao lado da embaixada da França, afirma que cinco pessoas armadas desceram de uma caminhonete aos gritos de "Allahu Akbar" (Alá é grande) antes de começar a disparar e atear fogo ao veículo.

A RTB fala de um "intenso incêndio na Embaixada da França" e que os agressores "começaram a disparar contra os guardas em sua chegada", enquanto o portal de notícias "Burkina24" fala de um "ataque armado em andamento (...) perto do escritório do primeiro-ministro".

A polícia pediu aos cidadãos que evitem, na medida do possível, as áreas do ataque, enquanto as forças especiais "estão em ação", um apelo ao qual se somou o embaixador francês no país, Xavier Lapdecab.

Em comunicado, as forças de segurança confirmaram que o ataque foi perpetrado nas proximidades do escritório do primeiro-ministro e do edifício das Nações Unidas, região próxima também às embaixadas da Bélgica e da Dinamarca, assim como aos ministérios de Relações Exteriores e Economia.

Outras informações apontam que o quartel-general do exército e o Instituto Francês também são "alvo de ataques simultâneos", e que uma "fumaça intensa" emana das citadas instalações militares, onde, segundo testemunhas, ocorreram fortes explosões.

"Ataque em curso à embaixada da França e ao Instituto Francês. Fiquem confinados onde estão", escreveu a delegação francesa em sua página no Facebook.

O diretor-geral da polícia, Jean Bosco Kienou, afirmou à Agência Efe que a situação "tem a aparência de um ataque terrorista".

Os disparos agora acontecem de forma intermitente e há helicópteros sobrevoando a área onde fica a delegação francesa.

Burkina Faso foi vítima de frequentes ataques de grupos jihadistas nos últimos dois anos. Segundo a apuração mais recente do governo, mais de 70 pessoas morreram no país em atentados terroristas desde 2015.

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