May expõe a Trump conclusões da investigação sobre ex-espião russo

Londres, 13 mar (EFE).- A primeira-ministra britânica, Theresa May, expôs nesta terça-feira em uma conversa por telefone ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as conclusões da investigação que aponta a Rússia como responsável pelo envenenamento do ex-espião duplo Sergei Skripal no Reino Unido.

"A primeira-ministra apresentou a conclusão à qual chegou o governo britânico, que é altamente provável de que a Rússia foi responsável pelo ataque contra Sergei e Yulia Skripal (sua filha)", informou um porta-voz de Downing Street, o escritório oficial de May em Londres.

Segundo essa fonte, Trump afirmou nessa conversa que os Estados Unidos apoiarão o Reino Unido "durante todo o caminho" neste caso.

O presidente americano se mostrou de acordo também em que o governo russo deve proporcionar "respostas não ambíguas" sobre "como chegou a ser usado" o agente nervoso de natureza militar que envenenou o ex-espião, de 66 anos, e sua filha, de 33, no último dia 4.

Em um discurso ontem na Câmara dos Comuns, May afirmou que é "altamente provável" que o Kremlin esteja por trás do envenenamento de Skripal, um antigo agente de inteligência russa que passou à contraespionagem nos anos 90, a serviço do MI6 britânico, e que ainda permanece hospitalizado em estado crítico.

A chefe de governo britânico deu como prazo até esta meia-noite para que a Rússia apresente uma explicação convincente sobre o fato e prevê reunir amanhã o Conselho de Segurança Nacional do Reino Unido para avaliar os próximos passos.

Nesse sentido, antecipou que, se a resposta de Moscou não for convincente, aplicará uma "ampla categoria" de medidas contra a Rússia.

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