ONG denuncia intoxicação em massa em prisão venezuelana, mas governo nega

Caracas, 13 mar (EFE).- A ONG Observatório Venezuelano de Prisões (OVP) denunciou nesta terça-feira que pelo menos 300 presos da penitenciária El Rodeo II, situada nos arredores de Caracas, sofreram intoxicação alimentar após consumirem carne podre, uma situação que foi negada para a Agência Efe por fontes do Ministério de Serviços Penitenciários da Venezuela.

O OVP afirmou em comunicado difundido hoje que a ingestão de carne podre fez com que mais de 300 detentos "apresentassem vômitos, diarreias, náuseas, e outros tipos de mal-estar".

"A carne apodreceu porque (a penitenciária) não têm equipamentos adequados para a refrigeração dos alimentos" e os presos "consumiram a carne porque estavam há muitos dias sem comer e, além disso, a cozinharam com muitos condimentos e molho para disfarçar o gosto de podre", diz a nota da ONG.

O diretor do OVP, Humberto Prado, que foi citado no comunicado, disse que os afetados apresentam "esses sintomas há vários dias" e a situação de alguns deles "piorou por conta da desidratação" e pela falta de água potável na prisão.

A ONG assegurou que a direção da penitenciária segue servindo esses alimentos decompostos "porque não há mais nada para comer".

Prado adiantou que enviará uma comunicação à Corte Interamericana de Direitos Humanos para denunciar tal situação e manterá contato com os familiares dos presos afetados para acompanhar o caso.

Uma fonte do Ministério de Prisões garantiu para a Efe que a denúncia é infundada e que o governo de Nicolás Maduro emitirá um comunicado para esclarecer a questão.

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