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Facebook tira do ar página do partido Britain First e de seus dois líderes

14/03/2018 16h19

Londres, 14 mar (EFE).- O Facebook tirou do ar nesta quarta-feira o perfil do partido de extrema-direita britânico Britain First, assim como de seu líder, Paul Golding e da segunda em comando, Jayda Fransen, por postar conteúdo "inadequado".

A rede social informou que, apesar das contínuas advertências feitas aos responsáveis dos perfis por compartilhar material contrário à política da plataforma, as normas continuaram sendo violadas e se viram obrigados a fechar as três páginas.

Tanto Golding como Fransen foram condenados no início de mês a penas de 18 e 36 semanas de prisão, respectivamente, por "ter orquestrado uma campanha para chamar a atenção sobre a raça, a religião e a origem imigrante" de vários muçulmanos que eram julgados por estupro em maio do ano passado em um tribunal da Cantuária.

Entre os conteúdos criticados pelo Facebook se destacam uma fotografia grupal na qual aparecem ambos políticos com o título de "Islamofóbos e orgulhosos", assim como múltiplos vídeos que, segundo a rede social, "incitavam deliberadamente o ódio contra muçulmanos".

"Não fazemos isto superficialmente, mas não cessaram de postar conteúdo para instigar hostilidade e ódio contra grupos minoritários", ressaltou a rede social.

O Facebook confirmou ainda que o Britain First - de quem também fecharam as contas no Twitter e no Youtube no final do ano passado - não poderá abrir nenhuma outra página oficial no futuro.

O Britain First suscitou polêmica em novembro do ano passado, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nas redes sociais vídeos anti-islamitas divulgados por esse partido.

A ação de Trump foi criticada pela primeira-ministra britânica, Theresa May, que lamentou o "erro" do presidente americano e turvou naquele momento as relações entre Londres e Washington.

O partido também recebeu críticas em junho de 2016 quando o extremista Thomas Mair assassinou em plena rua a deputada trabalhista Jo Cox aos gritos de "Britain First" ("O Reino Unido em primeiro").

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