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Facebook volta a operar em Colombo após combates entre muçulmanos e budistas

15/03/2018 08h51

Colombo, 15 mar (EFE).- O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, ordenou nesta quinta-feira a suspensão do bloqueio imposto na semana passada à rede social Facebook após chegar a um compromisso com a companhia para evitar a divulgação de mensagens de ódio.

"Sob as minhas instruções, o meu secretário falou com responsáveis do Facebook, que acordaram que a plataforma não será utilizada para estender discurso de ódio e incitar à violência", indicou o presidente em sua conta do Twitter.

"Instruí o TRCSL (Comissão de Regulações de Telecomunicações) para que elimine a proibição temporária do Facebook com efeito imediato", concluiu Sirisena na rede social.

Na semana passada, o Governo declarou o estado de emergência e bloqueou várias redes sociais e aplicativos de mensagem móvel para conter os rumores de violência na região central de Kandy, depois que muçulmanos e budistas deixaram pelo menos três mortos e o incêndio de dezenas de casas e negócios.

O Governo já levantou ontem as suspensões ao Whatsapp e Viber.

O escritório de imprensa de Sirisena advertiu em comunicado que o uso das redes pode aumentar "rapidamente" as ações violentas baseadas no extremismo religioso e racista e se congratulou de ter controlado o surto em Kandy com o seu bloqueio temporário.

Apesar de as autoridades levantarem no sábado passado o toque de recolher em Kandy, o Sri Lanka ainda segue sob estado de emergência.

A suspensão das restrições ao Facebook ocorre depois que ontem o primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, anunciou novas leis para fazer um acompanhamento das redes sociais e assim evitar discursos de ódio e assédio nestas plataformas.

A Polícia garantiu em 10 de março que a zona tinha voltado à normalidade, embora as autoridades decidiram manter os mais de 3 mil militares desdobrados para conter os confrontos para evitar novos surtos de violência.

Na segunda-feira da semana passada, ocorreram em Kandy enfrentamentos violentos após a morte de um budista em uma briga com quatro muçulmanos.

Até o momento, foram três os mortos pelos enfrentamentos que deixaram dezenas de casas, comércios e locais do culto reduzidos a escombros e cinzas.

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